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Imprensa

El País destaca a falta de representantes "de peso" na posse de Dilma

A presidente Dilma Rousseff com sua filha Paula, após receber a faixa de seu segundo mandato.
A presidente Dilma Rousseff com sua filha Paula, após receber a faixa de seu segundo mandato. REUTERS/Ueslei Marcelino

A posse da presidente brasileira Dilma Rousseff teve pouca repercussão na imprensa europeia. Os jornais franceses que chegaram às bancas nesta sexta-feira (2) não trazem nenhuma informação sobre o evento. Em uma matéria online, o jornal espanhol El País destaca a falta de representantes de peso na cerimônia, o que atribui à “fraca posição do Brasil na diplomacia internacional”.

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O diário espanhol lembra que, com exceção dos 12 presidentes sul-americanos, a maioria dos 60 países convidados para a posse de Dilma enviou autoridades de menor peso diplomático, como é o caso da Espanha, representada por seu embaixador. Para El País, a pouca relevância da cerimônia aos olhos das grandes potências é um problema para o Brasil “no momento em que busca uma saída para reativar a economia e o comércio internacional”.

O jornal destaca que o segundo mandato da presidente começa com o crescimento lento da economia, de cerca de 0,8%, mas que em seu discurso Dilma disse que pretende reverter a situação diminuindo os gastos públicos. A tarefa será responsabilidade do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “que prometeu ajustes que despertaram a ira do eleitores do Partido dos Trabalhadores”, escreve.

PT dividido e debilitado

Mas, de acordo com o diário espanhol, a economia não será a única preocupação da líder em seu segundo mandato. A presidente precisa gerenciar o PT dividido e debilitado pelas denúncias que castigam a imagem e as ações da Petrobras. “A suspeita de que a rede corrupção e de desvio de dinheiro estabelecida na empresa petroleira tenha beneficiado seus aliados políticos a perseguirá até 2018”, prevê.

Para se proteger do escândalo, Dilma anunciou ontem a criação de uma série de leis para combater a corrupção. “O êxito de seu governo vai depender de uma solução para a crise de identidade do PT. Só assim talvez conseguirá se manter no poder”, finaliza.

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