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Libération questiona se Dilma conseguirá 'ressuscitar' o Brasil

A presidente Dilma Rousseff durante a posse do segundo mandato, em Brasília, no dia 1° de janeiro de 2015.
A presidente Dilma Rousseff durante a posse do segundo mandato, em Brasília, no dia 1° de janeiro de 2015. REUTERS/Sergio Moraes

O jornal de esquerda Libération questiona em sua edição deste sábado (3) se a presidente Dilma Rousseff poderá, no segundo mandato, "ressuscitar o milagre brasileiro". Para o Libération, a herança dos anos Lula "pesa" sobre Dilma. A tendência, para superar as dificuldades econômicas e se distinguir definitivamente de seu padrinho político, é que Dilma dê uma guinada liberal, avalia o Libération.

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A correspondente do jornal francês em São Paulo, Chantal Rayes, diz que após vários anos de gastos e abundância, o Brasil estagnou. Sair desse marasmo é a prioridade número um da presidente Dilma Rousseff em seu segundo mandato.

Em reportagem na região da avenida Paulista, o Libération procurou ouvir as expectativas dos paulistanos com o governo Dilma 2. As previsões foram pessimistas. Um entrevistado disse que "o Brasil não é os Estados Unidos".

A nomeação do "ultraortodoxo" Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, na análise do Libération, foi um golpe duro para o PT, mas poderá "restabelecer o ambiente de confiança nos negócios".

Erros

Um banqueiro estrangeiro que vive na capital paulista, mas não é identificado na reportagem, destaca que a presidente errou feio ao baixar as taxas de juros em uma conjuntura inflacionária, e depois teve de aumentar novamente os juros às pressas. "O Brasil foi muito prejudicado pela desaceleração da economia chinesa e a queda das exportações de matérais-primas", afirma o executivo. Ele prevê que será difícil retomar o crescimento apenas com medidas de ajuste interno.

O sindicalista Quintino Severo relata que os empresários denunciam a constante intervenção de Dilma na economia, mas são "os primeiros a pedir socorro quando as coisas vão mal".

O economista Joaquim Eloi Cirne de Toledo aponta outro erro de Dilma: a falta de apoio à indústria. A Fiesp lamenta erros de política monetária, que levaram à valorização excessiva do real.

Para encerrar o texto, o Libération ainda cita outros desafios, como "o complexo sistema fiscal brasileiro, a falta de mão de obra qualificada e os eternos problemas de falta de infraestrutura". Um advogado entrevistado na avenida Paulista põe o ponto final na reportagem: "é preciso mudar tudo, inclusive a classe política".

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