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Dilma adotou "virada nacionalista", segundo jornal francês

A presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de posse de seu segundo mandato, em Brasilia.
A presidente Dilma Rousseff durante a cerimônia de posse de seu segundo mandato, em Brasilia. REUTERS/Ueslei Marcelino

Além do tom nacionalista do discurso de posse da presidente Dilma Roussef, o jornal francês Les Echos desta segunda-feira (05) afirma que o novo ministro da Fazenda terá "desafios gigantescos" diante das dificuldades econômicas atuais do Brasil.

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Quatro dias depois da posse de Dilma Rousseff para seu segundo mandato, o jornal econômico afirma que a presidente do Brasil adotou uma "virada nacionalista". Seu discurso no dia 1° de janeiro foi de "militante" pois alertou para a necessidade de um ajuste nas despesas públicas, mas com o mínimo de sacrifícios para preservar conquistas sociais e a redução da pobreza. Dilma prometeu ainda não trair os compromissos do Partido dos Trabalhores.

Segundo o jornal, a presidente deixou o "trabalho sujo" para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que tomará posse hoje. E seus desafios são gigantescos, afirma Les Echos.

"Pela primeira vez em dez anos, o Brasil deverá registrar déficit em sua balança comercial. O déficit da conta corrente atingiu 4% do PIB e o déficit orçamentário, que se deteriora visivelmente, se aproxima dos 6% do PIB", escreve o diário. Além disso, a dívida pública e a evolução do crédito serão vigiados de perto, alerta o jornal

Em defesa da Petrobras

O tom nacionalista da presidente ficou evidente quando ela saiu em defesa da Petrobras, empresa envolvida em um imenso escândalo de corrupção e que ainda não publicou os resultados do terceiro trimestre do ano passado.

Segundo Les Echos, enquanto diversos dirigentes confessaram ter desviado milhões de dólares, Dilma Rousseff coloca a Petrobras como vítima ao dizer:"Nós temos bons motivos para preservar e defender a Petrobras de predadores internos e de seus inimigos externos". Outro tom nacionalista visto pelo jornal francês foi o slogan escolhido para seu novo mandato: "Brasil, Pátria educadora".

Governo remanejado

Les Echos lembrou que Dilma venceu a eleição de maneira apertada e terá uma base no Congresso menos favorável, o que se refletiu na definição de seu gabinete. A presidente foi obrigada a ceder dois ministérios, Fazenda e Educação, e ainda viu seu aliado PMDB ganhar uma nova pasta na composição do governo. "Vários aliados do ex-presidente Lula foram descartados do círculo do poder", observou o jornal.

Les Echos concluiu seu artigo comentando dois sinais de reaquecimento das relações entre Brasília e Washington: a escolha de Mauro Vieira, ex-embaixador nos Estados Unidos como novo chefe da diplomacia brasileira, e o encontro de Dilma Rousseff com o vice-presidente americano Joe Biden logo após ter prestado juramento.

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