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Linha Direta

Nas Filipinas, Papa Francisco reitera importância de diálogo inter-religioso

Áudio 04:53
Chegada do papa Francisco nesta quinta-feira (15) às Filipinas, primeiro país católico da Ásia.
Chegada do papa Francisco nesta quinta-feira (15) às Filipinas, primeiro país católico da Ásia. REUTERS/Dinuka Liyanawatte/Files

Nesta quinta-feira (15), o Papa Francisco desembarcou sob forte esquema de segurança no maior país católico da Ásia, as Filipinas. Depois de passar pelo Sri Lanka, o Pontífice dá inicio à sua segunda e última etapa do tour pelo continente, que tem despertado cada vez mais interesse no Vaticano.

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Luisa Duarte, correspondente da RFI Brasil na Ásia

Durante a visita, o Pontífice tem reforçado a importância do diálogo inter-religioso e pede que líderes religiosos condenem violências praticada em nome de crenças.

A principal mensagem do Papa durante essa viagem é a tolerância religiosa. Em uma ação simbólica, o Pontífice visitou um templo budista no Sri Lanka, deslocamento que não estava previsto na agenda oficial.

"Pelo bem da paz, as crenças religiosas nunca devem ser alvos de abusos causados pela violência e pela guerra", declarou Francisco.

Segurança

A chegada do Papa alterou a rotina dos filipinos, principalmente de quem está na capital, Manila. Esta quinta-feira foi declarada feriado nacional, boa parte das repartições públicas e comércios encerraram o expediente mais cedo e as principais avenidas da cidade estão fechadas. O aeroporto internacional reduziu suas atividades. As medidas são parte do intenso esquema de segurança aplicado durante os cinco dias da visita.

Cerca de 30 mil policiais, equivalente a 1/5 do efetivo do país, e 7 mil soldados, foram mobilizados. Snipers estão posicionados nos telhados em pontos estratégicos do itinerário do Pontífice, enquanto a força aérea vai patrulhar os céus. A guarda costeira declarou uma zona de exclusão de uma milha da baía de Manila. O Papa também conta com uma escolta especial; o presidente das Filipinas, Benigno Aquino, cedeu homens de sua unidade pessoal de proteção para servirem como guarda-costas do líder da Igreja católica durante a visita.

O deslocamento do Pontífice sempre envolve medidas de segurança especiais. As Filipinas ficam apenas atrás do Brasil e do México em número de fieis. São cerca de 70 milhões de católicos, o maior celeiro do Vaticano na Ásia. Milhões de pessoas são esperados para acompanhar o Papa Francisco. A religião tem um grande espaço na sociedade filipina, o país é o único, além Vaticano, onde o divórcio é ilegal.

Antes de desembarcar nas Filipinas, o Papa passou três dias no Sri Lanka, na primeira etapa do tour asiático. No país de maioria budista, onde apenas 6% da população é católica, ao menos meio milhão de pessoas acompanharam a canonização, na capital Colombo, do primeiro santo do país. Mais um indício de que a passagem pelas Filipinas deve levar uma multidão às ruas.

Outra explicação para a grande preocupação com a segurança é a experiência vivida pelo último Pontífice, que visitou o país em 1995. Na ocasião, o Papa João Paulo II foi alvo de um suposto ataque a bomba, impedido pela polícia graças a uma explosão prematura. Extremistas islâmicos planejavam o assassinato do Pontífice com o uso de explosivos.

Em setembro do ano passado outra ameaça colocou o Vaticano em alerta. O Embaixador do Iraque avisou que o Estado Islâmico poderia tentar algum ataque contra o Papa “durante suas viagens ao exterior”.

Um dos pontos altos da visita será a ida no sábado à Taclobam. A cidade foi devastada pela passagem do supertufão Hayan em 2013.A maior catástrofe que já atingiu o país nos últimos tempos. Segundo as Nações Unidas 11 milhões de pessoas foram afetadas e 6 mil perderam a vida. Além de realizar uma grande missa no local, o Papa vai encontrar familiares de sobreviventes.

Mensagem

A principal mensagem do Papa durante essa viagem é a tolerância religiosa. Em uma ação simbólica, o Pontífice visitou um templo budista no Sri Lanka, deslocamento que não estava previsto na agenda oficial. Ele pediu que líderes religiosos de todo o mundo condenem ações violentas em nome de crenças.

O Papa retorna ao Vaticano na segunda-feira (19) , mas a próxima visita ao país já tem data e deve acontecer em janeiro do ano que vem.

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