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Fato em Foco

Estrangeiros estão cada vez mais interessados em aprender português

Áudio 14:50
Beata Sitarek, Rita Carvalho e Elodie Pigeon (da esquerda para a direita) falaram sobre o aprendizado da língua portuguesa no estúdio da RFI no salão Expolangues.
Beata Sitarek, Rita Carvalho e Elodie Pigeon (da esquerda para a direita) falaram sobre o aprendizado da língua portuguesa no estúdio da RFI no salão Expolangues. RFI

Paris sedia entre os dias 5 e 7 de fevereiro a 33ª edição do Expolangues, um salão dedicado ao aprendizado de idiomas e ao diálogo intercultural. A Rádio França Internacional, parceira do evento, transferiu parte de seus estúdios excepcionalmente para o parque de exposições da Porta de Versalhes, onde acontece o salão, e convidou três expositores para falar sobre a língua portuguesa. Professores, donos de escolas ou responsáveis do setor associativo, eles confirmam o interesse cada vez maior dos estrangeiros pelo idioma e, principalmente, pelo Brasil. 

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A língua portuguesa, que é falada por mais de 200 milhões de pessoas no mundo, sempre esteve presente no Expolangues, que tem como missão incentivar o público a descobrir culturas e países por meio do patrimônio linguístico. Afinal, muita gente está interessada em aprender o idioma, seja para estudar, para conhecer a cultura dos diferentes países que falam a língua ou para fazer negócios.

Foi pensando nesse público que a francesa Elodie Pigeon abriu a Idiomas Rio, uma escola de línguas em Copacabana, visando os estrangeiros que precisam do português. “A maioria dos nossos alunos são pessoas que gostam do Brasil, que querem morar no país ou que já trabalham por lá e precisam do português para sua integração profissional e pessoal”, explica.

Segundo ela, eventos recentes, como a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 ou a chegada de investidores estrangeiros no país nos últimos anos tiveram uma repercussão direta em suas atividades. “Vimos esse impacto com a comunidade francesa, pois em 2013 cerca de 20 mil franceses estavam registrados no Brasil, um número que cresceu 25% em sete anos, e 350 filiais de empresas francesas estão no país, e essas pessoas precisam do português”, disse.

Cursos de português em Paris

Além dos estrangeiros que vivem no Brasil, muita gente se interessa pelo português no exterior. Além dos programas universitários, escolas de idiomas e associações propõe várias atividades visando esse público. É o caso do Instituto Alter Brasilis, que propõe aulas de português e diversas atividades culturais para aqueles que se interessam pelo Brasil.

Beata Sitarek, que faz parte da associação, explica que o seu público vai desde filhos de brasileiros, portugueses e casais franco-brasileiros, que assistem aulas para “guardar a herança linguística e perpetuar a cultura brasileira em Paris”, até estudantes que estão se preparando para ir ao Brasil fazer estágio e representantes comerciais ou funcionários de multinacionais que precisam do português para trabalhar. “Mas tem também muitos que querem aprender o idioma porque gostam do Brasil, da cultura e da língua”, conta.

A professora Rita Carvalho, que dá aulas na Alter Brasilis, lembra que para os franceses, que já falam uma língua de origem latina, o processo de aprendizado é mais simples, mas apenas no início. “Até um nível intermediário, o francês ajuda bastante, pois temos muitas estruturas parecidas, mas a partir de um nível mais avançado temos que nos concentrar em alguns pontos linguísticos que existem apenas em português”, explica.

Franceses cantam músicas brasileiras em coral francês

Além das aulas de francês, a associação Alter Brasilis também organiza atividades culturais, que vão desde ateliês de culinária para crianças e cine-clube até um coral. Esse último projeto, realizado a partir de um edital e com o apoio da Embaixada do Brasil em Paris, atraiu muita gente.

“Brasileiros, franceses e até pessoas que nunca tinham falado português, mas que gostavam de música, passaram no teste para fazer parte do coral”, lembra Beata Sitarek. “No começo não foi fácil, pois nem todos sabiam falar, mas no final deu muito certo”, conclui.
 

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