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Linha Direta

Economistas estão divididos sobre câmbio livre na Venezuela

Áudio 04:44
A Venezuela adota a partir desta quarta-feira (11) um novo sistema cambial.
A Venezuela adota a partir desta quarta-feira (11) um novo sistema cambial. REUTERS/Jorge Silva

Entrou em vigor nesta quarta-feira (11) na Venezuela o novo sistema cambial anunciado ontem pelas autoridades. O sistema prevê três modalidades de operações, incluindo a troca de moeda "totalmente livre", em que o próprio mercado fixará a cotação do câmbio. As autoridades monetárias venezuelanas manterão um controle sobre a origem dos fundos em moeda estrangeira, segundo o ministro da Economia, Marcos Torres.

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O governo informou que 3.792 pontos de atendimento em todo o país poderão atuar com o câmbio "aberto e livre". O objetivo é garantir o acesso às moedas estrangeiras de forma que compradores e vendedores negociem as taxas entre si, explicou Marcos Torres. O mecanismo foi batizado de Sistema Marginal de Divisas (Simadi) e funcionará por meio de instituições bancárias, casas de câmbio e operadores de valores.

A correspondente da RFI em Caracas, Elianah Jorge, relata que o novo modo de funcionamento do sistema cambial divide os economistas. Alguns especialistas afirmam que as medidas foram sutis, outros apontam que há uma desvalorização implícita da moeda nacional.

O governo adiantou que o limite de compra por pessoa será de US$ 300, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre quanto um cidadão e/ou empresa poderá comprar durante um mês, por exemplo. Nem mesmo a cotação foi determinada. Há especulações de que a cotação nas casas de câmbio seria de 140 bolívares por dólar, contra os 185 cotados no paralelo.

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