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Indonésia/execuções

Indonésia justifica execuções como guerra contra o narcotráfico

Manifestação nas Filipinas em apoio a Mary Jane Veloso, cuja execução foi adiada.
Manifestação nas Filipinas em apoio a Mary Jane Veloso, cuja execução foi adiada. REUTERS/Erik De Castro

O governo indonésio defendeu nesta quarta-feira (29), a execução dos oito condenados à pena de morte, sendo sete estrangeiros, evocando uma guerra contra o tráfico de drogas. Eles foram fuzilados pouco após as 14h de ontem, no horário de Brasília. O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, estava entre eles. A execução da filipina Mary Jane Veloso foi adiada.

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Gularte havia sido condenado à morte em 2005, depois de ser preso um ano antes ao tentar entrar na Indonésia com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Gularte é o segundo brasileiro executado no país asiático. Antes dele, Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado em janeiro deste ano, também acusado de tráfico de drogas.

Logo após o anúncio do fuzilamento o governo brasileiro manifestou sua “profunda consternação”. Brasília informou por meio de uma nota oficial que o episódio “constitui fato grave no âmbito das relações entre os dois países e fortalece a disposição brasileira de levar adiante, nos organismos internacionais de direitos humanos, os esforços pela abolição da pena capital”.

Esquizofrenia e sofrimento

Segundo Brasília, a presidente Dilma Rousseff havia reiterado, por meio de uma carta enviada ao presidente indonésio, Joko Widodo, seu apelo para que a pena capital fosse comutada, “tendo em vista o quadro psiquiátrico do brasileiro - vítima de esquizofrenia, agravado pelo sofrimento que sua situação lhe provocava nos últimos anos”.

A Austrália, em retaliação à execução de dois australianos, anunciou que vai chamar de volta seu embaixador em Jacarta. A filipina Mary Jane Veloso, única mulher da lista de condenados, teve sua execução adiada na última hora. Segundo a imprensa local, a justiça decidiu poupá-la temporariamente após uma pessoa acusada de tê-la recrutado para transportar drogas para a Indonésia ter se entregue à polícia.

O francês Serge Atlaoui, que inicialmente fazia parte do mesmo grupo no corredor da morte, também espera, diante da pressão de Paris, uma decisão de Jacarta.

Para Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, o governo do país asiático, que não respondeu aos apelos de Brasília, tem se mostrado “intransigente”.

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