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8 de maio de 1945: jornais destacam vitória dos aliados contra o nazismo sem esquecer a Guerra Fria

François Hollande (dir.) cumprimenta a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o secretário de Estado americano, John Kerry, durante cerimônia de 70 anos da vitória dos aliados sobre o nazismo, no Champs Elysées.
François Hollande (dir.) cumprimenta a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e o secretário de Estado americano, John Kerry, durante cerimônia de 70 anos da vitória dos aliados sobre o nazismo, no Champs Elysées. Reuters

A imprensa francesa destaca nesta sexta-feira (8) os 70 anos da vitória dos países aliados sobre a Alemanha nazista. No dia 8 de maio de 1945, os alemães assinaram a capitulação em um casarão na periferia de Berlim, transformado hoje no museu Karlshorst. Mas a derrota do nazismo esteve longe de representar um alívio para todos os europeus, já que o fim da Segunda Guerra Mundial foi seguido pela Guerra Fria que isolou os países do leste.

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No momento em que os europeus e a Rússia atravessam uma nova guerra fria velada no leste da Ucrânia, o jornal conservador Le Figaro lembra que a vitória de 1945 teve consequências diferentes na Europa central e oriental. A derrota nazista representou uma libertação para os países ocidentais da Europa e o início de uma era de "amargura para poloneses, tchecos, húngaros, romenos e eslavos, que passaram a viver sob o totalitarismo soviético".

O jornal conservador publica três artigos de especialistas que lembram os acontecimentos da época e estabelecem algumas semelhanças nos dias de hoje na falta de entendimento dos europeus sobre os planos da Rússia. Para o cientista político Pierre Rigoulot, "os europeus foram cegos diante dos riscos do comunismo", e a vitória contra Hitler representou para o leste "a submissão da metade da Europa ao regime stalinista".

Oposição critica boicote a cerimônias na Rússia

Dois parlamentares franceses de oposição criticam, no Le Figaro, a ausência do presidente François Hollande no desfile militar que o líder russo, Vladimir Putin, organiza amanhã em Moscou para marcar o Dia da Vitória.

O deputado Thierry Mariani e o senador Gérard Longuet declaram que a França sofreu muito com a Segunda Guerra, mas "os russos também foram martirizados e merecem reconhecimento". "Putin não pode ser tratado como se fosse Stálin", diz o texto assinado pelos dois parlamentares.

Resistentes recebem homanegens

O jornal Le Parisien prefere, em sua edição, homenagear personalidades da Resistência francesa durante a ocupação nazista. O diário lembra que, durante os cinco anos da Segunda Guerra Mundial, um grupo de resistentes franceses lutou contra a Alemanha nazista e, naquela época, "era preciso muita coragem para dizer não à ocupação e às leis do governo colaboracionista francês de Vichy".

Duas mulheres e dois homens que foram personagens heróicos dessa resistência entraram no final de maio para o Panteão, o monumento que homenageia os maiores personagens da história do país. Le Parisien conta a trajetória desses e de outros militantes que enfrentaram a morte para garantir a liberdade para todos os franceses.

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