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Imprensa

Jornais franceses destacam polêmica após publicação de reforma escolar no Diário Oficial

Capa do jornal francês Le Figaro desta quinta-feira, 21 de maio de 2015
Capa do jornal francês Le Figaro desta quinta-feira, 21 de maio de 2015

As edições de hoje dos principais jornais franceses destacam a polêmica em torno da reforma do ensino fundamental na França. O Le Figaro afirma que, um dia após a greve do professores do ensino fundamental contra a reforma, o governo publicou no Diário Oficial o decreto que colocará em prática as mudanças a partir do ano que vem.

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Os principais pontos polêmicos da reforma, que visa um ensino público menos elitista, são o fim das salas bilíngues, a introdução de cursos interdisciplinares, com o ensino de várias matérias ao mesmo tempo, o reforço do apoio personalizado e uma maior autonomia das equipes educativas. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, defendeu a decisão argumentando que ela havia sido tomada em conjunto com o presidente e a ministra da Educação, Najat Vallaud-Belkacem.

Profundo desprezo

Já os sindicatos avaliaram o decreto como "uma provocação e um sinal de profundo desprezo". Uma greve nacional e manifestações foram anunciadas para setembro. Em uma entrevista ao jornal, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, líder do partido de direita UMP, disse que a ação do executivo francês é um "golpe" e que "a escola e a República estão em perigo" e acrescentou que "estuda todos os meios parlamentares e jurídicos para se opor ao decreto".

O jornal Aujourd'hui en France destaca a revolta dos professores. Segundo o jornal, os professores estão muito descontentes com a postura da ministra da Educação, principalmente pela publicação do decreto um dia após a manifestação da categoria nas ruas do país contra a reforma.

Professores

Um professor de história e geografia de Marselha afirmou ao jornal estar decepcionado com o governo e que pensava que esse tipo de jogo de forças era uma característica de governos de direita. Para ele, faltou mais diálogo antes da publicação do decreto que oficializou a reforma. Uma professora de francês de Pas-le-Calais também se disse decepcionada e afirmou que a categoria deve realizar ações contra a medida, mas que não está segura de que elas surtirão efeito.

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