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Reportagem

Dilma quer trocar propostas de acordo com UE “nos próximos dias”

Áudio 03:29
A presidente Dilma Rousseff foi recebida pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel.
A presidente Dilma Rousseff foi recebida pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel. REUTERS/Eric Vidal

Se depender do governo brasileiro, o Mercosul vai apresentar “nos próximos dias ou meses” a sua proposta para a União Europeia em vistas a um acordo de livre comércio entre os dois blocos. Após se reunir em Bruxelas com o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, a presidente Dilma Rousseff declarou que, “com o fim do grande ciclo das commoditites”, é preciso “ampliar o comércio internacional”.

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A petista chegou nesta quarta-feira (10) na capital belga para participar da 2a cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) - União Europeia. Na véspera de uma reunião de alto nível para debater o futuro das negociações, travadas desde 2013, a presidente comentou os planos do Brasil em relação ao acordo birregional, que será discutido em paralelo à programação oficial do evento.

“Eu disse ao primeiro-ministro que o Brasil e o Mercosul estão em condições de apresentar suas ofertas comerciais para a União Europeia. Acredito que isso possa ocorrer nos próximos dias ou meses”, disse Dilma. “Esperamos que, da mesma forma, essa questão evolua de forma satisfatória do ponto de vista da União Europeia.”

Entrega em julho

Mais cedo, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, indicou que o objetivo do governo é que a proposta do Mercosul seja apresentada até julho. O tema acabou se tornando prioritário para a diplomacia brasileira em meio à cúpula da Celac, que reúne representantes dos governos de 61 países. O encontro visa ampliar a cooperação bilateral entre os dois organismos, em temas variados como desenvolvimento, educação e combate à pobreza e ao terrorismo.

Os avanços mais aguardados, no entanto, vêm das reuniões bilaterais, como a que vai ocorrer entre os negociadores dos países do Mercosul e da União Europeia. As negociações de um acordo para diminuir as barreiras comerciais entre os dois blocos se arrastam há 16 anos.

Argentina

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, desmentiu a ideia de que a Argentina estaria travando o diálogo, pelo lado dos sul-americanos. “Nós nunca consideramos a hipótese de vir sem ser com a Argentina. Eu tenho certeza de que vamos em frente e vamos juntos”, observou.

Monteiro destacou que o calendário de negociações também depende de a Europa definir uma data para entregar a sua oferta. O chanceler Mauro Vieira fez questão de lembrar que é preciso confirmar a disposição dos europeus em avançar no diálogo.

“Nós vamos nos reunir amanhã e vamos dizer à união Europeia, discutir a questão do comércio bilateral e dizer que estamos prontos a retomar as negociações. E vamos marcar as datas”, afirmou. “De prazos eu não posso falar nada. Tem de ver sobretudo com o outro lado.”

A presidente Dilma Rousseff retorna para o Brasil nesta quinta-feira, logo após o encerramento do evento. Antes de partir, ela vai receber o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e se encontra com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.
 

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