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Linha Direta

Hillary Clinton faz primeiro comício como candidata à presidência dos EUA

Áudio 04:58
A pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, faz seu primeiro comíssio amanhã (13) em Nova York.
A pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, faz seu primeiro comíssio amanhã (13) em Nova York. Hillary Clinton

A ex-primeira-dama e secretária de Estado Hillary Clinton fará neste sábado (13) seu primeiro comício como candidata à sucessão do presidente norte-americano Barack Obama. Desde abril, quando anunciou oficialmente sua intenção de se tornar a primeira mulher a comandar a Casa Branca, a ex-senadora tem se mantido na defensiva. Ela enfrenta uma serie de denúncias e ataques vindos tanto dos republicanos quanto da ala mais à esquerda do Partido Democrata.  

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Eduardo Graça, correspondente da RFI em Nova York

O evento de sábado, não por acaso, acontece na ilha de Roosevelt, localizada entre Queens e Manhattan, e batizada em homenagem a Franklin Delano Roosevelt, o arquiteto do New Deal, ícone das esquerdas nos EUA. As expectativas são grandes para esta volta de Hillary Clinton. Desde que anunciou o que todos já suspeitavam, que iria disputar as eleições de 2016, Hillary não teve um dia à sombra.

No entanto, uma pesquisa encomendada pelo canal de notícias CNN e divulgada no começo deste mês revelou que 57% dos entrevistados acreditam que a secretária de Estado da primeira administração Obama não é honesta nem confiável. E apenas 47% acham que ela se preocupa com a maioria da população. São números muito piores do que os registrados nas pesquisas anteriores, quando a maioria dos entrevistados dizia confiar na candidata que, por sua vez, era a mais interessada em ajudar a classe média e os pobres.

Favoritismo

Hillary ainda é a favorita, mas não há mais uma grande vantagem sobre os republicanos. As pesquisas agora a colocam apenas quatro pontos à frente dos dois favoritos na disputa republicana, ambos baseados na Flórida, um dos estados decisivos para a batalha de 2016: o ex-governador Jeb Bush e o senador Marco Rubio.

Desde abril, os republicanos têm atacado, sem trégua, a mulher de Bill Clinton, tanto na mídia quanto no Congresso, onde são maioria. As críticas mais duras são o e-mail pessoal – cujas mensagens ela se recusa a dividir com o público – mantido por Hillary durante o período em que comandou a diplomacia americana, e as doações de empresários do mundo todo à Fundação Clinton, comandada pelo casal e pela filha Chelsea, que, de acordo com vozes tanto à direita quanto à esquerda, irão cobrar a conta quando Hillary chegar à Casa Branca.

A participação da família Clinton na campanha, aliás, tem sido praticamente nula até o momento. Nestes dois meses, Hillary viajou pelo país participando de encontros a portas fechadas com simpatizantes. Mas, amanhã, tanto o ex-presidente Bill Clinton quanto a filha Chelsea serão atrações de um comício que, prometem os coordenadores da campanha, irá empurrar a candidatura Hillary para a esquerda, com mensagem dirigida às bases do partido.

A meta de Hillary é repetir a coalizão vitoriosa de Obama em 2008 e 2012, atraindo para a candidatura jovens, mulheres, gays, negros, hispânicos e asiáticos. Mas já há, dentro do Partido Democrata, vozes importantes que temem por este aceno à esquerda, e que lembram que Hillary não é Obama. Existe o temor que, ao evocar uma maior presença do Estado na economia dos Estados Unidos, a candidata possa estar alienando o voto dos independentes, eleitores que não se identificam automaticamente com os dois partidos e que costumam decidir pleitos mais acirrados.

Namoro com a esquerda

Hillary reage ao crescimento visível da candidatura do senador Bernie Sanders, o único socialista declarado do Congresso americano. Ele tem atraído um público considerável em seus comícios e já aparece nas pesquisas com mais de dois dígitos.

Escaldada pelo crescimento da candidatura presidencial de outro senador à sua esquerda em 2008, um certo Barack Obama, Hillary decidiu mostrar que também abraça os temas mais caros a seu colega democrata Bernie Sanders: o aumento da desigualdade social, o fortalecimento de políticas públicas de apoio aos mais pobres e a oposição ao discurso de cortes de gastos e austeridade econômica.

Amanhã, ela também vai se apresentar como defensora do direito civil das mulheres e minorias étnicas americanas e finalmente deve apresentar uma visão de governo que, nas palavras da principal cabeça das duas candidaturas presidenciais de Obama, David Axelrod, “se traduza em uma causa maior do que apenas as ambições pessoais de Hillary Clinton”. Esse deve ser um dos momentos cruciais desta campanha.

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