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Linha Direta

Para mídia americana, encontro com Obama pode melhorar imagem de Dilma no Brasil

Áudio 05:39
Artigo do site do canal NDTV sobre visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos.
Artigo do site do canal NDTV sobre visita da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos. ndtv.com

Uma retomada das relações bilaterais que deve impulsionar negócios, acordos e parcerias. Este é o contexto da viagem da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, aos Estados Unidos - uma visita de trabalho que começou por Nova York e cujo clímax será, certamente, o seu encontro na terça-feira (30), com o presidente Barack Obama, na Casa Branca, em Washington.

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Da enviada especial da RFI aos Estados Unidos.

As mídias americanas não deram grande destaque à vinda de Dilma na véspera de sua chegada a Washington, mas dois artigos chamam a atenção por colocar a viagem da presidente como uma tábua de salvação para a sua imagem. O site The Huffington Post diz que Dilma está enfraquecida e veria essa viagem aos Estados Unidos como uma solução parcial para os problemas domésticos, como pressão pelo impeachment, economia deteriorada e escândalos de corrupção.

Já o site do canal NDTV segue a mesma linha, comentando que Dilma se desloca em plena crise interna, com 10% de popularidade, e sugere que a estratégia de posar em uma foto com Obama pode impressionar no Brasil.

A reunião de trabalho entre os dois líderes vai ser focada em temas bilaterais e na retomada de contatos que ficaram em stand by desde 2013, por causa da espionagem americana. No momento do esfriamento das relações havia cerca de 30 diálogos em andamento nas áreas de comércio, energia, educação, ciência, tecnologia e inovação, e esses diálogos, então, vão ser retomados neste encontro.

Alguns temas de agenda internacional também podem ser abordados. Mas a grande expectativa mesmo é em relação à declaração comum que vai ser feita sobre a questão do clima, em que os dois países vão anunciar os compromissos que serão apresentados na Conferência do Clima da ONU em Paris, a COP 21, no fim do ano. Sobre isso, por sinal, o jornal Washington Post, há alguns dias, criticou bastante o fato de o Brasil se posicionar sobre o aquecimento global enquanto a Floresta Amazônica está sendo devastada de forma dramática.

Parceria comercial

Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil depois da China, e as empresas americanas têm o maior estoque de investimento direto estrangeiro no país hoje, cerca de US$ 116 bilhões. A visita, de cunho fortemente econômico, deve abrir oportunidades relevantes. Pelo menos é isso que a Dilma espera.

Nessa viagem, o empenho do governo é continuar abrindo caminho, é claro, para exportações, novos negócios, mas a ideia é convencer empresários americanos a investir em infraestrutura no Brasil, tentar vender à iniciativa privada o programa de concessões de R$ 198,4 bilhões que o governo aprovou no começo de junho, para a construção de portos, ferrovias, aeroportos e transportes. Essa ofensiva é importante pois o aumento de investimentos vai ajudar a retomada do crescimento; atualmente os investimentos no Brasil estão na faixa de 20% do PIB, mais baixo, por exemplo, do que os vizinhos Chile, Colômbia e Peru.

Espionagem

Esta viagem de Dilma acontece em pleno novo escândalo de revelação da espionagem pelos americanos de três presidentes franceses. Mas é pouco provável que o tema esteja na pauta. Esse encontro na Casa Branca é fruto de grandes esforços, pois como a casa estava estremecida, tiveram que ser colocados novos alicerces para a relação bilateral se reconstruir. E o governo brasileiro, em suas declarações sobre a visita da presidente, deixou bem claro: este assunto está encerrado.

 

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