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Paris expõe arte congolesa e Londres homenageia Audrey Hepburn

Áudio 09:18
Quadro Kiese na kiese (Alegria, Alegria, 2014) de JP Mika, é o cartaz da exposição Beauté Congo
Quadro Kiese na kiese (Alegria, Alegria, 2014) de JP Mika, é o cartaz da exposição Beauté Congo JP Mika

Na Agenda Europa desta semana, o Congo desembarca em Paris, metaleiros invadem a Alemanha e a bonequinha de luxo Audrey Hepburn à casa torna.

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Paris recebe a maior exposição de arte congolesa da história. Ao longo de 300 obras, os visitantes descobrem um século da rica cena artística do antigo Zaire. A mostra se chama Beauté Congo, ou Beleza Congo, na falta de tradução melhor da expressão "kitoko". Kitoko que, no idioma congolês lingala, quer dizer alguma coisa como "sensacional", resume a agitação de Kinshasa, uma capital movida pela música, pela dança e por um povo orgulhoso de sua herança cultural.

O povo, aliás é centro disso tudo, como explica o pintor Chéri Samba, um dos mestres do pincel popular congolês: "Antes de me aventurar na pintura, eu via quadros que não me diziam nada. Tem um quadro que é só um fundo branco, sem nada em volta e todo mundo diz que é uma obra prima. Vale milhões. Eu não queria seguir esse caminho", afirma.

Então, ele seguiu uma tradição congolesa e passou a expor as obras diante da fachada de seu ateliê. "Claro que fui criticado. Não sou fruto da Academia de belas artes, mas havia professores da Academia que diziam que eu não deveria fazer o que fazia. E eu respondia: não sou um produto de vocês. Hoje em dia, eles dizem que sou o embaixador da minha cultura!"

Histórias como essa estão expostas pelas paredes da badalada Fundação Cartier até o dia 15 de novembro.

Grec Festival

De Paris, descemos para Barcelona, que recebe o 39° Grec Festival. Trata-se do maior festival de verão da cidade e tem não só música, mas dança, teatro e circo, diversas atrações ao ar livre, várias delas no anfiteatro Grec, que dá nome à festa.

É lá que vão tocar, nesta semana de encerramento, o francês Yann Tiersen, a banda catalã de folk-pop Els Amicos de les Arts e, Concha Buika, talvez a principal atração do evento.

Duas coisas sobre Buika: primeira - ela é aquela cantora que rouba a cena em A Pele que habito, de Pedro Almodovar; e segunda - nesse show, ela estará acompanhada da orquestra de Daniel "Pipi" Piazolla, neto do mestre argentino do tango. Claro que o repertório está recheado de faixas de Astor Piazolla.

Hepburn lado B

Audrey Hepburn é como Michael Jackson, Charlie Chaplin, Jimi Hendrix, Bob Marley, Che Guevara: dessas pessoas tão icônicas que é possível reconhecê-las pela silhueta. Mas não são as imagens clássicas da eterna bonequinha de luxo que interessam à exposição "Audrey Hepburn: Portraits of an Icon", que acabou de abrir na National Portrait Gallery, em Londres.

Quem entra na galeria, se depara logo de cara com o olhar elegante, o nariz empinado e uma pista do sorriso que viraram uma das marcas registradas do século XX. A diferença é que, na imagem, cedida pela família, Audrey tem apenas 9 anos de idade.

É uma coleção de relíquias da atriz que, pela primeira vez, ganha uma exposição só para ela, na terra dela. Para este mês de estreia, as entradas estão esgotadas. Mas não tem motivo para desespero: a mostra vai até outubro.

Metaleiros na Alemanha

De Londres, o giro europeu segue para um pequeno vilarejo alemão. A partir de 30 de agosto, Wacken verá sua população aumentar de 2 mil para 75 mil pessoas. É que a cidade recebe - e dá nome - a um dos principais eventos do calendário metaleiro. Neste ano, tocam Sepultura, Biohazard, Cannibal Corpse, Judas Priest, Rob Zombie e mais 30 bandas. É headbang pra cabeludo nenhum botar defeito.

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