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Linha Direta

Sem apoio da China, Austrália já investiu € 50 milhões nas buscas do MH370

Áudio 04:02
Tripulação do navio de defesa australiano Ocean Shield posiciona equipamento de busca americano do Oceano Índico em foto de 29 de maio de 2014.
Tripulação do navio de defesa australiano Ocean Shield posiciona equipamento de busca americano do Oceano Índico em foto de 29 de maio de 2014. REUTERS/U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist

Autoridades australianas afirmam que destroços do avião da Malaysia Airlines encontrados na ilha francesa da Reunião podem ter sido trazidos pela correnteza da da costa oeste australiana para a ilha. A Austrália, que lidera as investigações no sudeste no oceano índico, foi o país que mais investiu na busca da aeronave desde de seu desaparecimento em 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo. Desse total, 153 eram chinesas mas Pequim não contribuiu com nada até agora.  

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Luciana Fraguas, correspondente da RFI em Melbourne

A Austrália já investiu 76 milhões de dólares australianos – o equivalente a €50 milhões – na operação. O país lidera a força internacional de busca, que conta com 20 aviões e navios de 26 países. A operação completou recentemente o rastreamento de mais de 60 mil quilômetros quadrados de leito marinho.

A Malásia havia prometido igualar o investimento australiano mas até agora contribuiu com AU$ 40 milhões de dólares australianos ou €27 milhões.

A China, país com o maior número de vítimas não fez nenhuma contribuição às operações de busca.

A Austrália reservou mais 14 milhões de dólares (€10 milhões) para as buscas que devem levar mais um ano, a menos que a parte traseira do MH370 seja encontranda e nela as caixas pretas da aeronave. Isso levaria ao fim, do que os especialistas dizem, o maior mistério da história da aviação.

China e Malásia, alvo de críticas

A posição chinesa foi criticada por Warren Truss, vice-primeiro ministro da Austrália. Ele lembrou que a maioria das pessoas a bordo eram chinesas. E que o governo australiano daria as boas vindas a qualquer contribuição financeira da China.

Ele disse que Beijing inicialmente ajudou na busca ao enviar um avião e um navio. “Eles cooperaram onde esperado durante o período inicial de buscas”, disse o vice-primeiro ministro, “eles não têm nenhum navio adequado para busca, mas nós também não, inclusive tivemos que alugar alguns navios especiais de busca.”

O vice-primeiro ministro também reconheceu que a China ou qualquer outro país não tem nenhuma obrigação de contribuir financeiramente com a operação.

Nenhuma fonte oficial australiana criticou a Malásia. Especialistas australianos da aviação comentaram que a Malásia, que como eu disse, prometeu igualar o investimento australiano, dificilmente vai conseguir fazê-lo.

Destroços

A Agência de Pesquisa Cientiíica e Industrial da Austrália fez uma simulação do movimento e correnteza do mar. Eles reverteram a possivel rota dos destroços baseados no movimento da correnteza marítima e ventos.

As descobertas confirmaram que a área de busca atual – na costa oeste australiana – podem ter sido levados para outros lugares.

Lembrando que a área inicial de busca é baseada na informação que foi transmitida pelo avião a um satélite horas após o seu desaparecimento. As equipes de investigação trilharam essa informação que os levou a costa oeste Australiana como o local onde o avião teria caido.

Famílias das vítimas

As famílias, inclusive dos seis australianos que embaracaram no vôo, exigem mais informação e informação apurada.

Para muitos, as últimas descobertas na ilha da Reunião apenas aumentaram a angústia e a espera – que já dura 16 meses – pela falta de informação.

A ministra das relações exteriores da Austrália, Julie Bishop, disse que espera que o pedaço do avião seja mesmo do MH370 e que isso confirme que os esforços australianos não foram em vão.

Uma coisa é certa, os australianos têm um interesse tremendo em achar esses destroços, não só em resposta às familias dos desaparecidos mas também para justificar os custos dessa operação.

O voo MH370 desapareceu em março do ano passado com 239 pessoas de diversos países: 153 chineses, 38 malaios, seis australianos e quatro franceses, além de pessoas de outras onze nacionalidades a bordo.

 

 

 

 

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