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A cada 40 minutos uma pessoa é estuprada na França, alerta Le Figaro

Jornal Le Figaro desta terça-feira (11) publica um mapa das agressões sexuais em todo o território francês.
Jornal Le Figaro desta terça-feira (11) publica um mapa das agressões sexuais em todo o território francês.

A edição desta terça-feira (11) do jornal Le Figaro traz uma notícia alarmante : a cada 40 minutos, uma pessoa é estuprada na França e em seus territórios ultramarinos. O jornal obteve dados preocupantes sobre agressões sexuais de adultos e menores com o Observatório francês da Delinquência e das Respostas Penais (ONDRP).

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Le Figaro alerta que essa realidade é provavelmente ainda mais preocupante e vai muito além das estatísticas. Apenas 10% das vítimas de estupros registram queixa na polícia.

O ONDRP indica que, a cada dia, na França e em seus departamentos ultramarinos, 33 estupros são registrados. O pior, segundo o jornal Le Figaro, é que a maioria das agressões sexuais acontece dentro das próprias famílias.

Nos últimos cinco anos, os casos de agressão sexual contra adultos tiveram um aumento de 18%: 12.768 mil denúncias foram registradas no ano passado. Já contra menores de idade, esse crescimento é ainda maior, de 20%. Quase sete mil casos de abuso de crianças e adolescentes foram registrados no país em 2014.

Esse aumento, segundo Christophe Soullez, não é complemente negativo. Os números também indicam que as vítimas vêm denunciando mais esses crimes. Para Soullez, é inegável que os esforços da sociedade, da justiça francesa, e de associações incentivam as pessoas a procurar ajuda e lutar contra o problema. "O aumento da presença de policiais mulheres nas delegacias e postos de polícia ajuda as vítimas a realizar as denúncias", avalia.

Radiografia dos abusos

A região com o maior número de estupros é a Guiana Francesa: uma agressão sexual a cada 2 mil habitantes em média. Os departamentos ultramarinos da Martinica e de Guadalupe também têm números preocupantes. Em terceiro lugar, está Paris, onde mais de 600 estupros foram registrados no ano passado. Fora da capital, são localidades rurais onde os abusos sexuais são numerosos.

Um procurador do norte da França enumera as razões para explicar as agressões: "o consumo de álcool, drogas e a influência da pornografia, facilmente acessível na internet". Para ele, a solução não é o moralismo, mas "refletir o que pode incitar ou facilitar essas agressões".

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