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França/Imprensa

Cresce apoio para países pobres enfrentarem mudanças climáticas

Artigo do jornal francês Les Echos sobre investimento  dos países mais pobres para combater os fenômenos climáticos.
Artigo do jornal francês Les Echos sobre investimento dos países mais pobres para combater os fenômenos climáticos.

Em um cenário de conjuntura econômica difícil, a reunião dos ministros das Finanças do G20 neste final de semana em Lima terá ao menos uma notícia encorajadora, segundo o diário Les Echos desta quinta-fieira (8): as promessas de ajuda financeiras dos países ricos para os países pobres combaterem os efeitos das mudanças climáticas mostraram avanços.  

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Les Echos traz um resumo do relatório divulgado na noite desta quarta-feira (7) que será entregue aos ministros das Finanças do G20, que se reúnem na capital peruana pela última vez antes da Grande Conferência da ONU sobre o Clima, em Paris, no final do ano.

Elaborado pela OCDE em colaboração com o grupo de reflexão Climate Policy Initiative, o relatório contabiliza os valores oferecidos pelos países ricos aos países mais pobres para enfrentarem as mudanças climáticas.

Les Echos lembra que na Conferência da ONU sobre o Clima de Copenhague, em 2009, as maiores economias prometeram mobilizar US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020. O documento mostra que até o final do ano passado, US$ 61,8 bilhões já haviam sido repassados. O volume aponta um aumento de recursos em relação a 2013 (US$ 52,2 bilhões) e traz esperanças de que a meta fixada seja atingida.

O valor global, explica o diário econômico, não leva em conta os financiamentos em centrais que utilizam o chamado "carvão limpo", contrariando os pedidos do Japão e da Austrália.

Clima de otimismo

Os especialistas que elaboraram o relatório afirmam que 70% do valor já repassado vêm do setor público, na forma de ajudas bilaterais ou multilaterais. Em relação ao financiamento do setor privado, um dos responsáveis pelo estudo disse ao jornal Les Echos que será preciso analisar melhor os dados e que talvez alguns valores repassados pelo setor privado ainda não tenham sido contabilizados.

O relatório mostra que 77% dos financiamentos são direcionados para projetos destinados a amenizar os efeitos das mudanças climáticas e 16% para adaptação a esses efeitos. Os dados levaram a ONG Oxfam a considerar "estimulantes" o aumento dos recursos destinados ao combate às fenômenos climáticos e os "compromissos consideráveis" demonstrados pelo poder público.

Segundo o jornal, há muita expectativa de novos anúncios de financiamentos em Lima, o que pode criar um cenário mais otimista para um acordo sobre mudanças climáticas na COP 21.
 

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