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Brasil/Suécia

Na Suécia, Dilma afirma concordar com política econômica e diz que Levy fica

A Rainha Silvia (à esq.) e o rei Carlos Gustavo, da Suécia, ao lado da presidente Dilma Rousseff, no Palácio Real de Estocolmo em 18 de outubro de 2015.
A Rainha Silvia (à esq.) e o rei Carlos Gustavo, da Suécia, ao lado da presidente Dilma Rousseff, no Palácio Real de Estocolmo em 18 de outubro de 2015. REUTERS/Christine Olsson/TT News Agency

Depois de um encontro privado neste domingo (18) com os reis da Suécia, Silvia e Carlos Gustavo, no Palácio Real de Estocolmo, a presidente Dilma Rousseff deu uma coletiva para os jornalistas brasileiros em que falou sobre a crise interna. Taxativa, ela deixou bem clara a sua posição sobre a permanência do ministro da Fazenda no governo.  

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A presidente brasileira assumiu não estar de acordo com o presidente do PT, Ruy Falcão, que defendeu no domingo a necessidade de mudanças na política econômica e que, nessa ótica, se o ministro da Fazenda Joaquim Levy não concordasse, deveria deixar o governo.

"Eu acho que o presidente do PT pode ter a opinião que quiser, mas não é a opinião do governo". disse Dilma aos jornalistas. Ela confirmou seu ponto de vista, afirmando que se a opinião do governo não é a mesma do PT, "Levy fica. E se ele fica é porque concordamos com a política econômica dele", concluiu, colocando um ponto final no assunto. Ela também negou ter discutido com Levy sobre sua demissão antes de embarcar para a Europa. 

Sobre Cunha: "Lamento que seja com um brasileiro"

A presidente também comentou a repercussão fora do Brasil das denúncias de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tem contas bancárias na Suíça alimentadas por propinas. Ela repetiu várias vezes: "Lamento que seja com um brasileiro".

Tecnologia e caças Gripen

Na segunda-feira (19)  Dilma tem uma agenda bem carregada.

Na capital Estocolmo, além de reuniões com o primeiro-ministro sueco, Stefa Löfven, e empresários, ela visitará o Instituto Real de Tecnologia e a empresa de telecomunicações Ericsson.

De Estocolmo ela segue de avião para Linköping, onde fica a fábrica do grupo de armamento Saab,  que produz os caças Gripen NG comprados pelo Brasil para renovar a frota da FAB (Força Aérea Brasileira). O negócio levou dez anos para ser fechado e envolveu 36 unidades por um valor de US$5 bilhões. A compra foi finalizada em agosto passado e financiada pela agência sueca SEK (Swedish Export Credit Corporation).

No quadro da transferência de tecnologia prevista em contrato, um grupo de grupo de 46 engenheiros e técnicos brasileiros começou a trabalhar na Saab neste mes de outubro. Eles são funcionários da Embraer, de São José dos Campos, e da AEL Sitemas, de Porto Alegre.

No fim da tarde a presidente voa para Helsinque, capital da Finlândia, última etapa de sua viagem de três dias ao norte da Europa. Ela tem encontro previsto com o presidente Sauli Niinistö e o o primeiro-ministro Juha Sipilä.
 

 

 

 

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