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Fato em Foco

Dilma encontra brasileiros do projeto de caças Gripen na Suécia

Áudio 05:06
Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven.
Presidenta Dilma Rousseff durante encontro com o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente brasileira Dilma Rousseff está na Suécia desde domingo (18) para uma viagem de dois dias. A visita tem como objetivo dinamizar as relações bilaterais entre os dois países, e um dos pontos altos da estadia é a visita a empresa Saab, de quem Brasília comprou 36 aeronaves. A chefe de Estado se encontra com a equipe de brasileiros que está no país europeu participando do programa de transferência de tecnologia ligado à aquisição dos caças.

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Atualmente, mais de 200 empresas suecas operam no Brasil e o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu US$ 2,1 bilhões no ano passado. As relações entre as duas nações se intensificaram em 2013 com a decisão de Brasília de comprar 36 caças Gripen NG, no contexto do programa FX-2. Por essa razão, um dos pontos altos da passagem de Dilma pela Suécia é a visita a Saab, construtora dos aviões, onde mais de 40 brasileiros atuam no processo de transferência de tecnologia da aeronave.

Até o final do projeto, cerca de 350 profissionais brasileiros vão passar pela Suécia para absorver informações e competências técnicas. “Nesse primeiro grupo de 46 pessoas, 44 são da Embraer, que está capitaneando o processo de transferência de tecnologia e duas da empresa AEL sistemas, de Porto Alegre. Elas estão no país para entender como está sendo feita a produção da aeronave e o desenvolvimento de software, na área de aviônica”, explica o coronel-aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) Márcio Bonotto, gerente do projeto FX-2, que coordena as operações ligadas ao Gripen. “O objetivo, como essa tecnologia, é poder desenvolver uma aeronave nacional para substituir o caça sueco em 30 ou 40 anos”, projeta. Até 2021 as atividades de produção se desenvolvam na Suécia e, a partir desta data, todas as atividades de desenvolvimento, ensaios em voo e produção já devem ser feitas no Brasil.

O professor do curso de projetos de aeronaves na Escola de Engenharia da USP, em São Carlos, Álvaro Martins Abdala, lembra que a troca de informações foi uma das principais vantagens oferecidas pela Saab na época da negociação. “Os suecos abrirem 100% do conhecimento para nós, e podermos trabalhar com eles, que têm muita experiência em projetos de construção de aeronaves militares”, foi um dos aspectos mais positivos dessa transação, lembra o especialista.

Do ponto de vista estratégico, alguns pontos ligados à Defesa ficam fora do intercâmbio por uma questão de segurança. “Nós temos acordos de governo com a Suécia e uma propriedade intelectual compartilhada no Gripen. Então em relação à aeronave, tudo vai ser compartilhado com o Brasil. Mas tudo que diz respeito à Força Aérea sueca e que esteja no caça é revestido num grau de sigilo no qual nós não teremos acesso”, comenta Bonotto, que garante que as informações confidenciais ligadas a armamentos e segurança do Brasil também não serão acessíveis às equipes da Suécia.

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