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UE/Turquia

UE fecha acordo de €3 bi para Turquia receber refugiados sírios

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciam o acordo em Bruxelas.
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciam o acordo em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman

Neste domingo (29), em Bruxelas, os 28 países-membros da União Europeia fecharam um acordo com a Turquia para frear o fluxo de migrantes que tentam alcançar a Europa. O documento faz parte de um acordo mais amplo que deve acelerar as negociações para a adesão da Turquia à União Europeia.

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Os europeus tiveram que driblar o interesse estratégico que a Turquia representa na crise dos refugiados com a fama negativa do país de violação dos direitos humanos.

No encontro inédito entre os dois lados, foi decidida a entrega de €3 bilhões para ajudar Ancara a acolher de forma digna os refugiados sírios. Uma estratégia para evitar que tentem vir para o continente europeu, cujas nações divergem sobre a forma de acolher os migrantes. Em quatro anos e meio, a guerra na Síria matou mais de 250.000 pessoas e causou o deslocamente de 12 milhões. A Turquia já recebeu mais de 2,2 milhões de sírios e agora, com o acordo, tem a garantia de que não vai arcar sozinha com essa carga financeira.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, declarou que haverá um controle estrito sobre a utilização dos €3 bilhões.

Direitos e obrigações

A Turquia se compromete a controlar suas fronteiras com a Europa, principal porta de entrada dos migrantes, filtrando os migrantes econômicos irregulares e cooperando na luta contra os traficantes que agem em sua costa.

A Europa, em contrapartida, prometeu acelerar as negociações para facilitar os vistos para os turcos. No plano político, os dois lados decidiram agilizar as negociações de adesão da Turquia à União Europeia, abertas em 2005, e que não foram para a frente.

Dia histórico

O chefe do governo turco, Ahmet Davutoglu, declarou que este domingo "é um dia histórico" para o processo de adesão do seu país à União Europeia.

Os europeus são menos entusiastas, devido à reticência da Grécia e Chipre, e a má imagem da Turquia no campo dos direitos humanos.

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