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COP 21/Clima

Projeto de acordo prevê redução de até 1,5° C do aumento do aquecimento global

O chanceler francês, Laurent Fabius, presidente da COP 21.
O chanceler francês, Laurent Fabius, presidente da COP 21. REUTERS/Philippe Wojazer

O chanceler francês, Laurent Fabius, apresentou na manhã deste sábado (12), diante dos 195 países que participam da Conferência do Clima da ONU, um projeto de acordo que ele qualificou de "ambicioso e equilibrado". O documento será analisado pelas delegações antes de ser oficialmente adotado em nova sessão plenária.

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Durante sua apresentação, Fabius, presidente da COP 21, saudou o trabalho das delegações e comentou que seria impossível contentar 100% das demandas feitas por cada país. O projeto de acordo, segundo ele, "é diferenciado, justo, durável, dinâmico, equilibrado e legalmente vinculante".

Ao lado do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e do presidente francês, François Hollande, Fabius fez um resumo dos principais pontos contidos no documento final proposto às delegações.

Os compromissos previstos no texto permitiriam conter o aquecimento do planeta "bem abaixo dos 2°C" e "se esforçaria para limitar a 1,5°C", o que contribuiria para reduzir os efeitos das mudanças climáticas.

Outro ponto destacado e alvo de muitas negociações difíceis prevê que os US$100 bilhões por ano, prometidos pelos países ricos para as nações mais pobres investirem em políticas climáticas, sirvam de "base" para o pós-2020, data prevista para entrada em vigor do acordo de Paris. Um novo objetivo com números deve ser "definido o mais tardar em 2025", segundo Fabius.

O documento, tal como foi apresentado, reconhece perdas e prevê meios necessários de acesso para todos os países investirem no desenvolvimento sustentável. Outro aspecto definido no projeto foi a definição de que a cada cinco anos, será feito um balanço para avaliar os objetivos fixados por cada país para redução da emissão de gases que provocam o efeito estufa.

"Esse texto constitui o melhor equilíbrio possível, ao mesmo tempo potente e delicado, que permita a cada delegação voltar para casa com a cabeça erguida e com conquistas importantes", destacou Fabius.

Proteção de florestas na América Latina

Durante seu discurso, Fabius destacou que o acordo irá permitir que países insulares, ameaçados pelo aumento do nível dos oceanos, possam se proteger, que o continente africano tenha condições de investir no desenvolvimento sustentável e dar condições para muitas nações da América Latina, por exemplo, ter meios de proteger suas florestas.

"Além da questão climática, o acordo deve servir para grandes causas como a luta contra a pobreza, a segurança alimentar e a paz", insitiu.

Em um apelo dirigido aos delegados presentes na Conferência, Fabius insistiu:
"Nunca estivemos tão unidos como hoje. Essa responsabiidade consite em não deixar passar essa ocasião única. Ninguém aqui quer a repetição de Copenhague", disse, em referência à Conferência de 2009, que suscitou muitas esperanças de um acordo, mas que resultou em um retumbante fracasso.

"O mundo retém sua respiração e espera de nós", disse em relação à aprovação do acordo. Em seu discurso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, qualificou o documento como "histórico" e lembrou que o mundo "conta com a sabedoria" dos delegados presentes na COP 21. "Devemos proteger o planeta que nos alimenta", justificou.

'Ato grandioso para a humanidade"

Ao final da apresentação, o presidente francês, François Hollande, disse que o adoção do acordo seria um "ato grandioso para o futuro da humanidade". Ele saudou o impulso político dado pelos 150 chefes de Estado e de governo que comparecerem a Paris no início da COP21.

"Todas as exigências e reividicações não puderam ser atendidas. Mas não seremos julgados por frases, mas pelo texto inegral. Não por um dia, mas por um século", acrescentou Hollande.
 

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