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Linha Direta

Tunísia entre otimismo e insegurança, 5 anos após revolução

Áudio 04:26
Quinto aniversário da revolução tunisiana. 17 de dezembro de 2015.
Quinto aniversário da revolução tunisiana. 17 de dezembro de 2015. REUTERS/Zoubeir Souissi

A Tunísia celebra essa semana o quinto aniversário da revolução que culminou na derrubada do ditador Zine El Abidine Ben Ali, que estava no poder havia 24 anos. Esse movimento, nascido da revolta solitária de um vendedor ambulante que ateou fogo ao próprio corpo, se espalhou como um rastilho de pólvora pelos países vizinhos e transformou 2011 no ano da Primavera Árabe.  

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Mas, cinco anos depois desta revolução que se anunciava progressista, a Síria permanece imersa no conflito, a Líbia segue desgovernada, o Iêmen viu guerra atrás de guerra, o Egito depôs Hosni Mubarak e viu seu primeiro presidente eleito, o islamita Mohamed Mursi, destituído por um violentíssimo golpe militar comandado pelo atual chefe de Estado Abdel Fatah al-Sissi. E o que acontece com a Tunísia, onde tudo começou?

O correspondente da RFI Brasil em Moscou, Sandro Fernandes, passou essa última semana no país. Ele conta que "os tunisianos vivem agora um misto de otimismo com os primeiros anos de uma transição democrática e preocupação, principalmente com o desemprego e a insegurança". Se antes da revolução, a criminalidade era baixa, hoje, a preocupação da população se divide entre uma violência urbana exacerbada e a atuação de grupos jihadistas.

Fernandes lembra que "apenas em 2015, aconteceram três atentados terroristas na Tunísia – um no importante museu Bardo, da capital, outro em Sousse, uma cidade costeira repleta de resorts turísticos, e, recentemente, no centro da capital Túnis". Este último foi uma ação espetacular, que matou vários membros da Guarda Presidencial em plena luz do dia e na hora do rush. Os três atentados deixaram 73 mortos.

Diante deste cenário, Sandro observa uma "certa nostalgia" do antigo regime. Para ouvir a íntegra do programa direto com o correspondente da RFI em Moscou Sandro Fernandes, clique no link acima.

 

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