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A Semana na Imprensa

Revista destaca personalidades que marcarão 2016 na França

Áudio 06:50
Capa da revista L'OBS, edição do 23 de dezembro de 2015 a 6 de janeiro de 2016.
Capa da revista L'OBS, edição do 23 de dezembro de 2015 a 6 de janeiro de 2016. Reprodução/L'OBS

A edição da revista L'OBS desta semana (23 de dezembro a 6 de janeiro) faz uma lista das personalidades que vão marcar a França em 2016. A publicação convidou figuras de renome atualmente no país que indicaram quem vai ser destaque nos cenários político, econômico e cultural francês do próximo ano.

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Para o escritor francês Laurent Binet, a principal figura de 2016 na França será Marianne, o símbolo da república francesa que se destaca mais ainda após os atentados de 2015 na capital francesa. "Marianne encarna a liberdade, que é o contrário do estado de emergência; encarna a igualdade, que é o contrário da austeridade; encarna a fraternidade, que é o contrário do que acontece com os migrantes em Calais, no norte da França", escreve Binet.

De acordo com o jornalista, todos os heróis obcecados pela identidade nacional francesa, Charles Martel, Napoleão, Clemenceau, estão mortos. Mas, para Binet "Marianne é uma metáfora, e sempre haverá alguém para destacá-la".

Cenário musical

O compositor francês André Manoukian acredita que no cenário musical quem vai marcar 2016 será a cantora Camélia Jordana. A voz da jovem cantora de 23 anos fez a volta ao mundo quando ela cantou, diante do presidente François Hollande, na homenagem às vítimas dos atentados de 13 de novembro nos Invalides.

"Com reminiscências de Billie Holliday", Manoukian escreve no L'OBS que Camélia Jordana é a nova musa dos franceses, "alguém que inspira e que vai inspirar grandes artistas durante muito tempo", prevê o compositor.

Já Ibrahim Maalouf foi escolhido pelo jornalista Moloud Achour como o futuro grande nome do cenário musical francês, "um mestre da improvisação". “Os instrumentos não têm língua, mas aqueles que os tocam nos contam sempre alguma coisa”, diz Achour sobre o instrumentista.

Personalidades políticas

Figuras do cenário político norte-americano também devem fazer parte do cotidiano dos franceses no próximo ano, entre eles, o presidente Barack Obama, a pré-candidata democrata Hilary Clinton e o republicano Donald Trump.

O economista francês Daniel Cohen escreve no L'OBS: "No dia 8 de novembro, os Estados Unidos elegerão um novo presidente, talvez uma nova presidente. O resto do mundo vai rezar silenciosamente para que não seja Donald Trump. Um homem deixará o cenário, Barack Obama, e a pergunta que já nos fazemos é: qual vai ser sua marca na história? O símbolo de uma América capaz de eleger um homem negro para ser chefe de Estado já é alguma coisa, mas isso seria suficiente para garantir uma posteridade gloriosa?", questiona Cohen.

Apontado como um dos líderes mais influentes do mundo ao se pronunciar sobre questões como a crise dos migrantes, terrorismo, o casamento homossexual e o feminismo, o Papa Francisco deve continuar no cotidiano nos franceses em 2016. Essa é a previsão do deputado socialista Thomas Thévenoud, que escolheu o Sumo Pontífice como o principal representante da esquerda no mundo hoje.

“Talvez você poderia nos dizer simplesmente, com suas palavras, o que é a esquerda. Que ela não é apenas a autoridade, a segurança, um soco no queixo. Que a esquerda também é a bondade, a justiça e uma mão estendida”, escreve Thévenoud.

Literatura, cinema e televisão

Na Literatura, quem deve ganhar destaque no próximo ano é o escritor britânico de origem indiana, Salman Rushdie. A nova obra do autor, "Two Years, Eight Months and Twenty Eight Nights" (“Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Noites, tradução livre) , deve chegar à França no próximo ano. Segundo o escritor e cineasta franco-afegão que elegeu Rushdie para a L'OBS, o novo realismo mágico criado pelo autor é uma espécie de resumo do estado atual do mundo.

Já no cinema a aposta da revista é a dupla Joel e Ethan Coen, que lança em 2016 seu novo longo, Hail Caesar, que trata sobre Hollywood nos anos 50. Para o cineasta francês Arnaud Desplechin, os irmãos Coen representam “a sobrevivência do grande cinema norte-americano, com obras que inspiram a liberdade e a vontade de fazer cinema”.

Já a ecologista francesa Emmanuelle Cosse escolheu Emilia Clarke, que interpreta a personagem Daenerys Targaryen na série Game of Thrones, como a personalidade que vai marcar o 2016 dos franceses. Para Cosse, essa que é uma das principais figuras da saga, tem todos os atributos necessários a um bom governante: representatividade, força, aspirações para mudar o mundo e a capacidade para fazê-lo.

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