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Antropóloga analisa influência dos primeiros viajantes na formação da imagem do Brasil

Áudio 07:47
Fernanda Peixoto
Fernanda Peixoto RFI

Autora de vários livros que abordam a relação histórica entre França e Brasil, a antropóloga e professora da Universidade de São Paulo (USP) Fernanda Peixoto se especializou na análise do papel das viagens como fonte de pesquisa antropológica. Em seu mais recente livro, A viagem como vocação, a pesquisadora fala da relação que grandes intelectuais franceses, como Claude Lévi-Strauss, Roger Bastide e Pierre Verger tiveram com o Brasil, país para o qual foram várias vezes e onde alguns chegaram a morar durante anos. A autora mostra como essas viagens contribuíram para as obras dos antropólogos e sociólogos, reforçaram os elos entre as duas nações, e formaram parte da imagem que o Brasil mantém no exterior até os dias atuais.

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“A viagem é fundamental para a antropologia, uma disciplina baseada no deslocamento. Essa experiência continua sendo indispensável para os antropólogos até hoje”, comenta a professora. Mas no caso do Brasil, “as viagens antropológicas contribuíram também para ‘complicar’ as visões acerca das Américas e dos trópicos tristes e descaídos”, diz a autora, em referência ao livro Tristes Trópicos, de Lévi-Strauss, uma obra que, segundo ela, tornou mais complexa a visão idílica vinculada à região.

Para a pesquisadora, a França vem perdendo espaço na formação dos intelectuais brasileiros, principalmente nas ciências humanas, mesmo se as viagens dos intelectuais franceses ao Brasil continuam sendo uma referência no mundo acadêmico. “A contribuição anglo-saxã é fundamental e, de alguma maneira, suplantou uma certa marca francesa, que foi importante. Mas nomes como Lévi-Strauss, que foi parte da USP e formou gerações com sua obra, ainda são autores incontornáveis”.

 

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