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"Prêmio em Locarno me dá ânimo para continuar":Sara Silveira, produtora

Áudio 07:08
Sara Silveira produziu "As Boas Maneiras", prêmio do Júri no Festival de Locarno de 2017
Sara Silveira produziu "As Boas Maneiras", prêmio do Júri no Festival de Locarno de 2017 Divulgação

A produtora de cinema Sara Silveira tem uma carreira longa e bem sucedida. No Festival Internacional de Cinema de Locarno, que se encerrou neste fim de semana, ela compartilhou com os diretores Juliana Rojas e Marco Dutra, o Prêmio Especial do Júri com o longa "As Boas Maneiras".

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Colaboração de Rui Martins, do Festival de Locarno

Abordando o universo do sobrenatural, o filme "As Boas Maneiras" conta a história de Ana, interpretada por Marjorie Estiano. Grávida, ela procura uma babá para quando a criança nascer, e contrata a solitária Clara, vivida pela atriz Isabél Zuaa. Os meses passam e Ana começa a se comportar de forma cada vez mais estranha, criando hábitos noturnos até dar à luz um pequeno lobisomen.

Para Sara Silveira, que faz questão de frisar que sem a parceria com a França, que co-produziu o trabalho, o filme não teria visto a luz do dia, esse prêmio nos 70 anos do Festival de Locarno é um reconhecimento ímpar: "O prêmio nos dá ânimo para continuar fazendo o nosso filme brasileiro. Desde 2011, com "Trabalhar Cansa", projetado na mostra Um certo Olhar, no Festival de Cannes, os realizadores trabalham no caminho do fantástico e agora se deu mais um passo com o horror, mas um horror suave. Esse era o desafio, fazer um filme de autor com performances tecnológicas importantes, digitais, e acho que podemos atingir o público. Depois da apresentação, fomos muito cumprimentados aqui em Locarno, pelo público, pelos cinéfilos, pelos profissionais do cinema, e finalmente sentimos que "As Boas Maneiras" estava se comportando com boas maneiras", ela brinca.

Quanto ao desafio de fazer cinema no Brasil, Sara é otimista. "A dificuldade existe, mas com essa abertura com a Europa como a gente tem, principalmente com a França, que reconhece o cinema brasileiro, e hoje reconhecida por esse festival magnífico (...)  com um filme surpreendente, um imenso desafio que, confesso a todos, tinha muito medo de apresentá-lo, finalmente, parece que os raios de luz chegaram e ganhamos o prêmio especial do júri, e isso só me conforta e me dá ânimo para continuar fazendo o cinema brasileiro", diz a produtora.

O prêmio prestigioso em Locarno fortaleceu o entusiasmo de Sara para as futuras produções. "É claro que essa vitória vai nos dar um gás enorme e a gente não pára. Vou rodar outro filme em setembro, outubro, e logo depois, outro em março. A resposta, até mesmo social para o nosso país, são os nossos filmes. Cinema é educação, é pensamento, é raciocínio, as salas escuras levam a raciocinar, a pensar... Viva o cinema brasileiro, estou muito feliz e que tudo isso me faça continuar sonhando, sonhando... "

Sara Silveira vai começar a filmar o longa "Ainda Temos a Solidão da Noite", de Gustavo Galvão, uma produção nacional com uma parte filmada em Berlim, um filme de rock e jazz.

 

 

 

 

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