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ATD Quarto Mundo: Extrema pobreza não é apenas uma questão de poder aquisitivo

Áudio 07:00
Eduardo Simas é membro no Brasil do movimento ATD Quarto Mundo.
Eduardo Simas é membro no Brasil do movimento ATD Quarto Mundo. Divulgação

Desde que foi criado, há 60 anos, o movimento ATD Quarto Mundo luta contra a miséria no planeta. A entidade, que existe em mais de 100 países, entre eles o Brasil, foi uma das incentivadoras da criação do Dia Mundial da Erradicação da Pobreza, data celebrada em 17 de outubro e reconhecida pelas Nações Unidas. Mas para a organização, a pobreza não deve ser avaliada apenas do ponto de vista econômico.

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Fundado na França pelo padre Joseph Wresinski, o movimento ATD atua no Brasil há dez anos, com atividades principalmente no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Na pequena cidade mineira de Mirantão, a entidade trabalha a questão da integração no meio rural, sempre valorizando a experiência dos moradores que vivem em situação de miséria.

“Descobrimos o que é a pobreza no campo e, ao mesmo tempo, descobrimos o que é a riqueza de conhecimento e de estratégias de sobrevivência que existem e que a gente precisa aprender para que se ter políticas eficazes na luta contra a extrema pobreza”, explica Eduardo Simas, um dos membros da ATD Quarto Mundo no Brasil.

Já no Rio de Janeiro, o movimento atua em Petrópolis, onde organiza nesse 17 de outubro uma jornada cultural. Na região serrana, o ATD começou com as bibliotecas de rua. Levamos os livros para a rua, sentamos com as crianças, contamos histórias, escutamos”, relata Simas, que celebra os frutos da iniciativa. “Já temos adolescentes que começaram com 7 ou 6 anos e hoje estão contando histórias para outras crianças”.

O membro do movimento explica que a educação e o acesso ao mundo das artes é um dos pontos essencial na ação do grupo. “A extrema pobreza precisa ser encarada de uma forma multidimensional, além da questão estritamente econômica e de poder aquisitivo. Não adianta simplesmente poder comprar certos bens ou certos serviços se não se tem acesso a uma educação de qualidade que vá fortalecer a dignidade humana”, analisa. Além disso, “a pessoa que, economicamente, passa da linha da pobreza para a linha de extrema pobreza, continua em uma situação de grande vulnerabilidade se os direitos não estão garantidos”, conclui.

 

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