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Carlos Ghosn

Revista diz que Ghosn gastou R$ 1 milhão da Renault para levar amigos ao carnaval do Rio

Carlos Ghosn está detido no Japão desde novembro
Carlos Ghosn está detido no Japão desde novembro REUTERS / Tyrone Siu

A revista francesa L’Express revela em sua edição desta semana que o empresário franco-líbano-brasileiro Carlos Ghosn convidou 8 casais de amigos para passarem o carnaval de 2018 no Rio de Janeiro. A viagem, que custou R$ 1 milhão, teria sido paga com dinheiro da montadora Renault-Nissan, dirigida na época pelo executivo, que está detido desde novembro no Japão, acusado de fraude fiscal.

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Depois da revelação das supostas montagens fiscais feitas por Ghosn para pagar menos impostos, dos detalhes sobre as residências luxuosas e de sua festa de casamento no Castelo de Versalhes, que teriam sido financiadas pela montadora que dirigia, a imprensa francesa revela agora que o executivo teria se mostrado bastante generoso como amigos, ao convidá-los para o carnaval de 2018 no Rio de Janeiro. No entanto, revela a revista L’Express, mesmo se os oito casais convidados pagaram suas próprias passagens de avião, todo o resto da viagem (€ 230 mil, cerca de R$ 1 milhão) teria sido pago pela Nissan Brasil e, em seguida, faturado para a RNBV, filial holandesa do grupo Renault-Nissan.

De acordo com o relato da revista, os amigos de Ghosn, vindos do Líbano, da França ou dos Estados Unidos, desembarcaram no Rio de Janeiro nos dias 9 e 10 de fevereiro de 2018. Entre eles estavam Mario Saradar, presidente do banco libanês de mesmo nome (do qual Ghosn detém 5% de ações), o milionário norte-americano Harry Macklowe, o presidente dos Correios do Líbano, Khalil Daoud, uma rica italiana ligada à aristocracia, ou ainda um professor e escritor de Nova York, entre outros. Cada um veio acompanhado, totalizando 16 convidados.

Os amigos de Ghosn ficaram hospedados no hotel Hilton de Copacabana “acolhidos com uma garrafa de champanhe e doces brasileiros, além de uma cesta de frutas”, detalha L’Express. Carros blindados e agentes de segurança também foram contratados para acompanhar o grupo durante a viagem, que contou ainda com camarote privativo no sambódromo na Sapucaí.

Segundo a revista, essa não seria a primeira vez que o executivo convida amigos para conhecer a festa carioca às custas da montadora. Em 2017, ele também teria levado alguns próximos para o carnaval no Rio de Janeiro.

Fontes ligadas ao executivo foram ouvidas pela L’Express e defenderam Ghosn, lembrando que todas as grandes empresas francesas têm como praxe convidar seus melhores clientes e parceiros ao Rio de Janeiro para o carnaval, assim como fazem durante o torneio de tênis de Roland Garros, em Paris. Mas a revista lembra que os oito casais levados para o Rio fazem parte do círculo de amigos de Ghosn, e não dos clientes da montadora.

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