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Saúde

Pesquisa alerta para risco de contaminação das cortinas nos hospitais

As cortinas que separam as camas dos pacientes nos hospitais podem se tornar um ninho de bactérias.
As cortinas que separam as camas dos pacientes nos hospitais podem se tornar um ninho de bactérias. PRAKASH SINGH / AFP

As cortinas que separam os leitos dos pacientes em muitos hospitais servem para proteger sua privacidade, mas podem ameaçar sua saúde. Segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira (12), elas acumulam bactérias resistentes, que podem contaminar os doentes.

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Ao todo, 1.500 amostras deste tipo de cortina foram coletadas para o estudo. Bactérias multirresistentes foram detectadas em mais de uma em cada cinco. Frequentemente, os pacientes carregavam as mesmas bactérias detectadas na cortina.

"Esses agentes patogênicos podem sobreviver nessas cortinas e, potencialmente, migrar para outras superfícies e para os pacientes. À medida que elas são usadas em todos os lugares, é um problema global", disse uma das autoras do estudo, Lona Mody, médica e pesquisadora da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Os resultados da pesquisa, que devem ser publicados em breve em uma revista médica, serão apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, com início nesse sábado (13) em Amsterdã.

O estudo se concentrou em seis centros de enfermagem em Michigan. Os pesquisadores coletaram amostras durante a internação dos pacientes e, em seguida, em um período de até seis meses após a primeira coleta. Amostras foram retiradas da borda das cortinas, onde são mais frequentemente tocadas.

Ninho de bactérias potencialmente mortais

Resultado: 22% dessas amostras foram positivas para bactérias multirresistentes. Quase 14% estavam contaminadas com enterococos resistentes à vancomicina; mais de 6%, com bactérias gram-negativas resistentes; e cerca de 5%, com staphylococcus aureus resistente à meticilina, bactérias potencialmente mortais.

Em quase 16% dos casos, os pacientes tinham as mesmas bactérias que a cortina de onde estavam internados. E cada vez que os doentes tinham enterococos resistentes à vancomicina e staphylococcus aureus resistente à meticilina, a cortina de onde estavam hospitalizados também registrava a presença das bactérias.

Cortinas trocadas a cada seis meses

A autora da pesquisa afirma, no entanto, que mais estudos são necessários para determinar se essas cortinas são realmente uma fonte de contaminação bacteriana para os pacientes. "Nós percebemos cada vez mais que o ambiente hospitalar desempenha um papel importante na transmissão de patógenos", acrescentou.

"As cortinas são frequentemente tocadas com as mãos sujas e são difíceis de desinfetar", explica. "As práticas variam de hospital para hospital, mas muitas vezes essas cortinas são trocadas a cada seis meses, ou quando estão visivelmente sujas", acrescentou.

(Com informações da AFP)

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