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China

Coronavírus: China entra no Ano do Rato com festa ofuscada por epidemia

Agentes de segurança diante da Cidade Proibida, fechada por medida de precaução em Pequim.
Agentes de segurança diante da Cidade Proibida, fechada por medida de precaução em Pequim. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O Ano Novo chinês é celebrado neste sábado (25). Mas a festa foi ofuscada pelo coronavírus que se alastra a partir do centro do país. O presidente Xi Jinping disse que a epidemia de pneumonia viral se acelera e reconheceu a gravidade da situação.

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Normalmente é um dia de festa, com tambores e dragões. Mas este ano, com o surgimento do novo vírus, Pequim se transformou em uma cidade fantasma durante o Ano Novo chinês. Os dois grandes parques da capital, que no último ano acolheram cerca de 1,4 milhão de visitantes para as comemorações, mantiveram as suas portas fechadas neste sábado, data que marca o início do Ano do Rato, o primeiro dos doze signos do zodíaco chinês.

Para reduzir o risco de contágio, as autoridades optaram por cancelar as festividades. Ao contrário dos anos anteriores, desta vez não há orquestras com tambores para “assustar os maus espíritos”, como dita a tradição.

Pontos turísticos fechados

"Não parece que estamos no Ano Novo", lamenta Li, de 21 anos, diante das portas fechadas do Templo dos Lamas, onde os budistas fervorosos formam filas ao amanhecer para serem os primeiros a queimar incensos no primeiro dia do ano. Na porta do local, que tem um buda gigante na entrada, um aviso explica que o prédio permanecerá fechado até que o risco d contágio diminua, visando "proteger a saúde dos religiosos e dos monges".

No último ano, mais de 80 mil pessoas vieram ao templo para comemorar o início de um novo ano. Desta vez, guardas uniformizados e com os rostos cobertos por máscaras protetoras dispersam os que pretendiam visitar o local. Lugares turísticos, como a Cidade Proibida, o antigo palácio dos imperadores, ou partes da Grande Muralha, também foram fechados.

Mais 40 mortos e cerca de 1300 infectados

Pequim está situada a mais de mil quilômetros de Wuhan, o epicentro da epidemia que já infectou cerca de 1.300 pessoas desde dezembro e registrou 41 mortes. Desde a última quinta-feira (23), Wuhan e seus arredores estão isolados do mundo.

Depois de minimizar o problema por semanas, as autoridades chinesas começaram a se mobilizar. O presidente Xi Jinping reconheceu neste sábado que a epidemia avança rapidamente e coloca o país em risco. 

"Dada a grave situação de uma epidemia que se acelera, é necessário fortalecer a liderança centralizada e unificada do Comitê Central do Partido", disse o presidente chinês em uma reunião do comitê permanente do Bureau Político do Partido Comunista, a instância de sete membros que administra o país. "Se mantivermos nossa confiança, trabalhando em cooperação com os estudos científicos de prevenção e seus respectivos tratamentos, aliados às políticas combativas, seremos, com certeza, capazes de vencer essa batalha", ponderou. 

(Com informações da AFP)

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