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EUA: Mississipi decide remover emblema escravagista da bandeira

A bandeira do estado de Mississippi, com o símbolo confederado, na Convenção Nacional Democrática da Filadélfia, em 24 de junho de 2016.
A bandeira do estado de Mississippi, com o símbolo confederado, na Convenção Nacional Democrática da Filadélfia, em 24 de junho de 2016. Patrick T. Fallon / AFP

O estado norte-americano do Mississipi está se preparando para remover o símbolo confederado de sua bandeira, o último a exibir as cores de suas antigas tropas escravagistas. O sul dos Estados Unidos historicamente serviu de base para ideologias que defendiam a escravatura, e posteriormente a segregação racial e o racismo.

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Fundo vermelho, cruz azul na diagonal com pequenas estrelas brancas: a bandeira representava os Estados do Sul, em oposição à abolição da escravidão, durante a Guerra Civil Norte-Americana (1861-1865).

Símbolo da história conturbada do país, a bandeira faz parte, como as estátuas dos generais confederados ou líderes da escravidão, dos emblemas questionados no âmbito das grandes manifestações antirracistas que abalam a o gigante norte-americano há cerca de um mês.

Mississipi, último estado a exibir o emblema da segregação

O campeonato automobilístico da Nascar, particularmente popular no sul, acaba de bani-lo em seus circuitos, onde pode ser visto brandido pelos fãs. O Mississipi, com um longo passado segregacionista, é o último estado a exibir esse emblema em sua bandeira, desde que a Geórgia renunciou a ele, em 2003.

Dois anos antes, as autoridades eleitas do estado se recusaram a se livrar desta bandeira, que consideraram parte integrante da herança e cultura do sul. Mas no sábado (27), sob crescente pressão dos setores econômico, esportivo, cultural e ativista, eles mudaram de opinião.

Dois terços dos representantes eleitos da Câmara dos Deputados e do Senado adotaram uma resolução autorizando o exame em sessão plenária de uma lei destinada a redesenhar a bandeira do Estado.

Segundo o texto, que poderia ser posto à votação no domingo, o novo banner não terá mais o símbolo embaraçoso e uma comissão proporá uma nova razão que deverá ser aprovada em referendo em novembro.

O governador Tate Reeves, que anteriormente se opunha a essa reforma, disse que não usaria seu veto e aprovaria a lei se aprovada, o que é muito provável, dada a resultados das votações preliminares.

Debates acalorados

Durante debates acalorados no sábado, o democrata eleito negro Edward Blackman enfatizou o quão difícil era passar quase todos os dias em frente à bandeira confederada. "Espero que (a próxima) nos deixe orgulhosos quando a virmos, não apenas alguns de nós", disse ele.

O político republicano Jason White também pediu mudanças. "Não estamos destruindo nossa herança, estamos mudando", afirmou. Um punhado de deputados republicanos continua a defender a ideia de consultar a população antes de retirar o emblema da Confederação.

(Com informações da AFP)

 

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