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México/Violência

Chefe do cartel Los Zetas é preso no México

Carro queimado após atentado no México no dia 27 de agosto
Carro queimado após atentado no México no dia 27 de agosto REUTERS/Henry Romero

Militares prenderam o chefe do cartel de Los Zetas em Monterrey, o mesmo cartel que executou o massacre contra 72 imigrantes latino-americanos no norte do México. Monterrey, pólo industrial na região norte do México, enfrenta uma grande onda de violência gerada pela disputa entre narcotraficantes.

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Em três anos e meio, mais de 28 mil assassinatos foram registrados na região, segundo o governo mexicano. A operação para a prisão do bandido, chamado Juan Francisco Zapata Gallegos, conhecido por "El Billy" ou "El Pelón", aconteceu na sexta-feira e terminou com a morte de quatro traficantes e cinco detenções. Ele disse aos militares ser o chefe de Los Zetas em Monterrey.

Os últimos dias foram marcados por atentados da gangue contra policiais, a sede de um canal de tevê e autoridades. Neste domingo, o prefeito de Hidalgo, Marco Antonio Leal, foi abatido por atiradores. A vice-cônsul geral adjunta do Brasil no México, Maria Aparecida Weiss, disse à Rádio França Internacional, neste domingo, que o processo de identificação dos corpos das 72 mortas na chacina de Tamaulipas, está sendo lento. Segundo ela, a demora se deve à falta de estrutura da região.

Vítimas
Neste domingo, o Itamaraty confirmou a identidade de dois brasileiros mortos no massacre. O corpo de Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, natural de Minas Gerais, foi identificado entre as vítimas. As autoridades também encontraram os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, mas o corpo do brasileiro, também de Minas Gerais, ainda não foi identificado. Até o final do dia de sexta-feira, haviam sido realizadas autópsias em 41 dos 72 corpos encontrados. Desse total, 31 foram identificados.

A chacina foi revelada depois que autoridades mexicanas descobriram o corpo de 72 pessoas em uma fazenda perto da cidade de San Fernando, próximo à fronteira com os Estados Unidos. O único sobrevivente do massacre, um jovem equatoriano, atribuiu os crimes ao grupo de narcotraficantes Los Zetas.

 

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