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EUA/Rússia

Obama faz pressão para aprovar acordo de desarmamento com a Rússia

O presidente americano, Barack Obama, durante reunião com o presidente russo, Dmitri Medvedev na cúpula da APEC, em Yokohama no Japão, 14 novembro 2010.
O presidente americano, Barack Obama, durante reunião com o presidente russo, Dmitri Medvedev na cúpula da APEC, em Yokohama no Japão, 14 novembro 2010. REUTERS/Jim Young

Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, encontra-se com o vice-presidente, Joe Biden, para discutir a ratificação do tratado de desarmamento nuclear Start. A secretária de Estado Hillary Clinton, o senador e chefe do comitê de relações exteriores do senado, John Kerry, o senador Richard Lugar e outros ex-secretários de Estado e de Defesa também participam da reunião.

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Colaboração de Raquel Krähenbühl, correspondente da RFI em Washington

A Rússia aguarda a ratificação do acordo nos Estados Unidos para dar início ao processo de votação. Hillary Clinton concluiu que o tratado está pronto para ser votado e disse que nos próximos dias as discussões vão continuar e se intensificar.

O novo tratado pretende reduzir os arsenais nucleares de cada país em 30% em comparação com o limite imposto em 2002 para 1550 ogivas. Além disto, inspetores norte-americanos e russos, que estão fora de campo desde o fim do antigo tratado em dezembro de 2009, poderiam voltar a cada país ara monitorar os arsenais.

O governo americano começou nesta quarta-feira mais uma empreitada para tentar aprovar o novo tratado de redução de armas nucleares com a Rússia. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, o presidente Barack Obama e a administração vão pressionar o senado para aprovar o START, ainda este ano.
A Secretária de Estado dos EUA também se empenhou durante um encontro com parlamentares dos dois partidos nesta quarta-feira. Ela falou que o governo fará tudo que puder para ver o tratado ratificado este ano e apontou os riscos caso o acordo não seja aprovado com urgência.

Para ela, as armas nucleares são uma ameaça sem paralelo no mundo hoje e por isto os americanos querem ver Republicanos e Democratas trabalharem juntos em nome da segurança do país. A ofensiva do governo veio um dia depois que um dos senadores republicanos mais influentes sobre a questão, Jon Kyl, sinalizou a intenção de bloquear a votação até o próximo ano. Ele alega que questões sobre a modernização do arsenal nuclear americano ainda são complexas e não estão resolvidas.

Ratificação

Para o tratado ser ratificado, nove senadores republicanos precisam votar a favor. E a Casa Branca tem pressa porque, no próximo ano, com o número de senadores democratas reduzido, serão necessários os votos de 14 republicanos.

Essa é a primeira grande batalha do presidente Obama depois da perda que sofreu nas urnas no começo deste mês. E a oposição não parece disposta a colaborar. Se essa tensão continuar no congresso americano, as relações entre Estados Unidos e Rússia podem ser comprometidas. Hillary Clinton afirmou que o tratado é crucial para estreitar os laços entre os dois países.

O tratado, que foi assinado em abril pelo presidente americano e pelo presidente russo Dmitri Medvedev, é o principal ponto da estratégia de Obama com a Rússia. A administração acredita que o acordo vai produzir uma cooperação decisiva de Moscou com o Irã e Afeganistão. Analistas afirmaram que se o tratado falhar, a habilidade de negociação do presidente americano será prejudicada.

 

 

 

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