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Israel/Palestina

Washington tenta salvar negociações de paz israelo-palestinas

Reuters

Washington se articula para tentar salvar o frágil processo de paz no Oriente Médio, depois de ter anunciado que não vai mais pressionar Israel a suspender as construções de colônias territórios palestinos.

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O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, voltou a excluir nesta quinta-feira qualquer negociação com os israelenses se o congelamento dos assentamentos judaicos não for decretado. Ele fez a declaração no Cairo onde se encontrou com o presidente egípcio Hosni Moubarak.

O presidente da Autoridade Palestina lembrou que deixou muito claro essa exigência aos americanos. Ele pede explicações para entender essa mudança de posição dos americanos. Abbas informou que irá se encontrar com o enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, que volta a região na próxima segunda-feira. Uma reunião da Liga Árabe para discutir o processo de paz, inicialmente prevista para o este final de semana, acontecerá após o encontro entre Abbas e Mitchel.

Discussões em Washington

Autoridades americanas recebem negociadores palestinos e israelenses em Washington. O principal negociador palestino, Saeb Erakat, segue nesta quinta-feira para os Estados Unidos e deve se encontrar com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. O primeiro-ministro palestino Salam Fayyad também se encontra com Hillary Clinton na sexta-feira. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barack, e o enviado especial do primeiro-ministro israelense, Yitzhak Molcho, também estão em Washington.

Após desistir de exigir o congelamento das construções na Cisjordânia para reativar o processo de paz, o porta-voz do governo norte-americano Philippe Crowley reafirmou a posição de seu país contra a expansão das colônias. Ele garantiu que a posição dos Estados Unidos sobre a questão não mudou, apenas avaliou que uma nova moratória não seria suficiente para alcançar um acordo.

As negociações de paz diretas entre Israel e a Autoridade Palestina, retomadas no inicio de setembro, foram interrompidas pelos palestinos em 26 de setembro, quando o primeiro-ministro de Israel se recusou a prolongar o congelamento dos assentamentos judaicos.

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