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PETRÓLEO/RÚSSIA

Ex-magnata do petróleo russo Khodorkovski é condenado a 14 anos de prisão

O magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovsky,
O magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovsky, REUTERS/Tatyana Makeyeva

A justiça russa condenou a 14 anos de prisão o ex-magnata do petróleo Mikhail Khodorkovski e seu sócio, Platon Lebedev, ex-dirigentes do gigante petrolífero Iukos. Considerados prisioneiros políticos, Khodorkovski e Lebedev pagam com a reclusão a independência que exibiram nos negócios em relação ao Kremlim.

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Neste segundo processo, Khodorkovski, inimigo político número 1 do premiê russo, Vladimir Putin, e seu sócio foram considerados culpados do roubo de 218 milhões de toneladas de petróleo e lavagem de 23,5 milhões de dólares. O advogado do ex-magnata informou que vai recorrer da sentença.

Os ex-dirigentes do grupo Iukos estão presos desde 2003, cumprindo pena de 8 anos pelos crimes de evasão fiscal e extorsão em grande escala. Considerados prisioneiros políticos, Khodorkovski e Lebedev pagam com a reclusão a independência que exibiram nos negócios em relação ao Kremlim. Desde que os ex-dirigentes foram afastados, o grupo petrolífero foi desmantelado em favor de empresários próximos de Vladimir Putin.

Setores progressistas da sociedade russa e observadores internacionais aguardavam o resultado desse segundo julgamento como um teste sobre o estado de direito na Rússia. Do lado de fora do tribunal, em Moscou, cerca de 300 pessoas, entre elas muitos jornalistas, aguardavam o anúncio da sentença. Pessoas carregavam cartazes com frases como "liberdade aos prisioneiros políticos" e "A Rússia sem Putin". Segundo um jornalista da agência France Presse, dezenas de pessoas foram detidas pela polícia.

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