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Tunísia

Manifestantes desafiam toque de recolher e atacam prédios públicos na periferia de Tunis

Cena de quebra-quebra na capital da Tunísia.
Cena de quebra-quebra na capital da Tunísia. Reuters

Tropas especiais continuam nas ruas de Tunis, capital da Tunísia, após a primeira noite do toque de recolher imposto por causa dos distúrbios populares contra a alta do custo de vida. Os confrontos entre manifestantes e a polícia continuam intensos nos arredores da capital.

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De nada adiantou a promessa feita na segunda-feira pelo presidente da Tunísia, Ben Ali, de criar 300 mil novos empregos no país em dois anos. Os protestos contra a desigualdade social e a alta do custo de vida na Tunísia continuam intensos e desafiam a política repressiva adotada pelo governo. Pelo menos 66 pessoas morreram desde o início dos confrontos, em meados de dezembro, segundo a Federação Internacional das Ligas dos Direitos do Homem.

O professor de Informática Hatem Bettahar, de 38 anos, que tinha a dupla nacionalidade franco-tunisiana é considerado o primeiro francês morto no conflito. Governos de vários países, como o de Portugal e da Holanda, estão recomendando aos seus cidadãos que evitem viajar à Tunísia até que a comoção social esteja sob controle no país.

Nessa quinta-feira, os manifestantes saquearam bancos, incendiaram carros, atacando principalmente prédios da administração pública, apesar do toque de recolher imposto pelas autoridades. Os incidentes mais graves foram registrados na capital e na periferia de Tunis, onde grupos de jovens visaram símbolos do poder e da riqueza.

No centro de Tunis, executivos ficaram impressionados com a fúria e a coragem dos manifestantes, que desafiam os blindados e soldados que patrulham a capital. As cenas de depredação mais impressionantes foram vistas em Ettadhamen e Intilaka, área onde vivem 30 mil pessoas, a15 km de Tunis.

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