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Terrorismo

Parlamento do Paquistão condena operação que matou Bin Laden

A resolução do Parlamento foi votada poucas horas depois que talibãs reivindicaram o atentado desta sexta, que causou a morte de 89 pessoas.
A resolução do Parlamento foi votada poucas horas depois que talibãs reivindicaram o atentado desta sexta, que causou a morte de 89 pessoas. REUTERS/Fayaz Aziz

Após 10 horas de debate, o Parlamento do Paquistão aprovou, na manhã deste sábado, resolução condenando a operação norte-americana que matou o líder de rede terrorista Al Qaeda, Ossama Bin Laden, no dia 2 de maio. Os parlamentares também exigiram o fim dos ataques feitos com aviões teleguiados pelos Estados Unidos.

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Em uma resolução bastante dura, os deputados paquistaneses condenaram os ataques com aviões teleguiados feitos pelos Estados Unidos e pediram a abertura de uma comissão independente para investigar a operação que levou à morte de Bin Laden.

"Esses ataques com aviões teleguiados devem cessar. Caso contrário, o governo será obrigado a estudar medidas necessárias, como a retirada das autorizações de trânsito concedidas à Otan", dizia o texto.

Iniciados em 2004, os ataques norte-americanos com aviões não tripulados se intensificaram a partir de 2008 e têm se tornado quase diários nos últimos meses. Em 2010, cerca de 100 tiros lançados por esses aviões teriam causado a morte de 670 pessoas, entre elas diversos civis, segundo fontes militares paquistanesas.

A resolução do Parlamento paquistanês foi adotada apenas algumas horas depois que rebeldes talibãs reivindicaram o duplo atentado suicida realizado na última sexta-feira em um centro de treinamento paramilitar no noroeste do país. Os atentados, que causaram a morte de 89 pessoas e deixaram outras 140 feridas, foram reivindicados em represália pelo assassinato do líder da Al Qaeda.

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