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Em discurso, Obama defende transição na Síria e estado palestino

O presidente Barack Obama durante seu discurso nesta quinta-feira.
O presidente Barack Obama durante seu discurso nesta quinta-feira. AFP PHOTO/Mandel NGAN

Em seu primeiro discurso desde o início dos movimentos de contestação no mundo árabe e da morte do líder da Al Qaeda, Bin Laden, o presidente americano Barack Obama defendeu os manifestantes e declarou que as “estratégias de repressão não funcionarão mais no Oriente Médio”. Segundo ele, o presidente sírio, Bachar al-Assad, tem a escolha de dirigir a transição ou simplesmente deixar o poder.

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Segundo Obama, o povo sírio demonstrou coragem “exigindo uma transição democrática.” O presidente americano também fez um apelo pelo fim da repressão contra os manifestantes, que já deixou pelo menos 850 mortos, e pediu a libertação dos prisioneiros politicos no país. Cerca de 8 mil pessoas já foram detidas desde o início do movimento, no dia 15 de março. Obama também exigiu que as organizações de direitos humanos tenham acesso a cidades como Deera, onde começaram os protestos. Caso contrário, ressaltou Obama, o regime sírio ficará isolado internacionalmente e deverá continuar a enfrentar a oposição internamente.

O presidente americano também acusou a Síria de “seguir seu aliado iraniano” e lembrou que as novas tecnologias, como os smartphones, por exemplo, possibilitam uma interconexão imediata entre os jovens. "Uma nova geração está nascendo, e sua voz nos diz que as mudanças não podem ser recusadas." Os Estados Unidos aplicaram novas sanções nesta quarta-feira contra Assad e seus familiares.

Em seu discurso, Obama também defendeu que um futuro estado palestino seja baseado nas fronteiras de 1967, reconhecido por Israel e desmilitarizado. Segundo ele, a retiradas das forças israelenses da região deve se basear na ideia de um estado soberano, que possa se responsabilizar pela sua própria segurança. "É preciso um acordo sobre esse período de transição", afirmou.

O presidente americano também se disse contrário  ao isolamento de Israel na ONU. Nesta quinta-feira, Israel aprovou a construção de 620 novas casas na região leste de Jerusalém. Os representantes palestinos já declararam que as negociações só serão retomadas depois da interrupção das construções, mas convocaram uma reunião de emergência depois das declarações do presidente americano.

Obama também citou a crise no Bahrein, aliado dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, pedindo um diálogo entre o poder e a oposição. Ele também lembrou que o presidente iemenita, Ali Abdallah Saleh, deve respeitar o compromisso assumido com a oposição na transição do poder.

"Bin Laden era um assassino em série"

Esta também foi a primeira vez que o presidente americano se pronunciou sobre a morte de Bin Laden. Segundo ele, o movimento de contestação no mundo árabe traz uma mensagem clara contra o extremismo. O presidente americano lembrou que o chefe da Al Qaeda rejeitava a democracia e os direitos individuais a serviço da violência. “Hoje o mundo árabe vê o extremismo da Al Qaeda como um impasse”, disse. “Bin Laden é um assassino em série, e mesmo antes de sua morte, sua rede perdia o combate, porque muitos viram que o massacre de pessoas inocentes não respondiam a seus anseios por uma vida melhor", declarou.

 

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