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Paquistão/Al Qaeda

Líder da Al Qaeda no Paquistão está morto, diz serviço secreto do país

Mohammad Ilyas Kashmiri, chefe do grupo Harakat-ul Jihad Islami (HuJI), em 2001.
Mohammad Ilyas Kashmiri, chefe do grupo Harakat-ul Jihad Islami (HuJI), em 2001. AFP / S. Khan

Os serviços secretos paquistaneses anunciaram neste sábado a morte do extremista Ilias Kashmiri, ligado à Al Qaeda, um dos mais perigosos do mundo. O líder islâmico morreu depois de um ataque americano na cidade de Shwkainary, no sul do país.

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Os aviões sem pilotos do exército americano lançaram três mísseis na cidade de Shwkainary, que deixaram oito mortos. Entre eles, estaria Ilias Kashmiri, do grupo extremista Harkat-ul Jihad Islami (Huji), possível candidato à sucessão de Ben Laden. Sua morte foi confirmada pelo porta-voz do Huji, Abu Hanzla Kashir, em um comunicado enviado a um canal de TV paquistanês. No texto, ele jura vingança. A autenticidade do comunicado, entretanto, não pôde ser confirmada. Outros integrantes do Huji também teriam morrido no mesmo bombardeio.

Segundo o departamento de estado americano, o grupo organizou o atentado suicida contra o consulado dos Estados Unidos em Karachi, que deixou quatro mortos e 48 feridos em março de 2006. De acordo com um responsável dos serviços secretos paquistaneses, os soldados agoram tentam recuperar o corpo de Ilias Kashmiri. O porta-voz das forças armadas paquistanesas, Athar Abbas, disse que ainda "não é possível confirmar a morte, já que corpo não foi identificado." Ele explicou que, logo após um bombardeio, os chefes das tribos recolhem os cadáveres e o enterram o mais rápido possível. Como a região é controlada pelos extremistas, muitas vezes os soldados precisam de dez dias ou mais para identificar os corpos.

Esta não é a primeira vez que Kashmiri é dado como morto, em circunstâncias parecidas. Em 2009, sua morte também foi anunciada depois de um ataque americano semelhante. O próprio Kashmiri desmentiu a informação durante uma entrevista a um repórter paquistanês, Saleem Shahzad, especialista em terrorismo.

Se for confirmada, a morte de Kashmiri é mais uma boa notícia para o governo americano, que ainda comemora a ofensiva que culminou na morte do líder da Al Qeda, Osama Ben Laden, assassinado em sua residência em Abottabad, a cerca de 50 quilômetros de Islamabad, dia 1 de maio. Desde então, o governo americano questiona o envolvimento das autoridades paquistanesas com grupo terroristas, que teriam acobertado a presença do líder extremista e de seus aliados na região, onde fica a academia militar do Paquistão.
 

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