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Europa

Desigualdade entre homens e mulheres continua, diz OCDE

O relatório publicado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico demonstra que, apesar dos avanços, ainda resta muito a ser feito para que a igualdade entre os gêneros seja efetiva. 

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Tanto no trabalho quanto em casa, as mulheres ainda continuam atrás dos homens.

Começando pelas tarefas domésticas, as mães se ocupam das crianças durante 1h40 por dia, enquanto os pais dedicam 45 minutos do seu tempo diário aos filhos.

Na política, a diferença é gritante: 80% dos prefeitos são homens e somente 20% dos deputados e senadores são do sexo feminino.

Mas é no campo profissional que a desigualdade pode ser sentida mais profundamente, a começar pelos salários. Nas empresas com mais de dez funcionários, a remuneração bruta das mulheres é 27% mais baixa do que a dos homens. Apesar da presença feminina ter aumentado, as mulheres ocupam apenas 17,2% de cargos de direção nas grandes empresas, enquanto que nas que têm menos de 10 empregados, elas são menos de 10%.

A última conclusão do estudo, decepcionante, refere-se à aposentadoria. No setor privado, a média recebida pelas mulheres é de 825 euros (cerca de R$1.907) contra 1.426 euros (cerca de R$3.296) para os homens.

A OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - é uma organização internacional que tem o objetivo de promover políticas que melhorem o bem estar econômico e social em todas as partes do mundo. Atualmente, tem 34 países membros. O Brasil não pertence ao organismo, mas em maio de 2007 recebeu uma proposta de aproximação que pode, a longo prazo, conduzí-lo ao estatuto de membro.

 

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