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Líbia/ Kadafi

Em vídeo divulgado por rebeldes, Kadafi é visto ainda com vida

População festa fim de Kadafi nas ruas de Trípoli.
População festa fim de Kadafi nas ruas de Trípoli. Reuters

O ex-ditador líbio Muammar Kadafi chegou a ser colocado com vida em uma caminhonete dos insurgentes líbios, mas faleceu em seguida, conforme um vídeo divulgado pelos rebeldes que participaram da ação que resultou na morte do ex-presidente. O Conselho Nacional de Transição líbio festeja a notícia e diz que “Kadafi morreu nas mãos dos revolucionários”.

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As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. O ex-ditador tentava deixar sua cidade-natal, Sirte, quando o comboio onde estava foi interceptado por bombas de aviões franceses da Otan. O Ministério da Defesa da França afirmou que em seguida os insurgentes cercaram, por terra, os veículos dos kadafistas e iniciaram um tiroteio. “Neste confronto, veículos foram destruídos, pessoas foram feridas ou mortas”, declarou o ministro francês, Gérard Longuet.

Já o correspondente do jornal Daily Telegraph, que esteve no local pouco após o combate, relata que a versão de algumas testemunhas é diferente: com o bombardeio, Kadafi e seus apoiadores saíram dos carros e tentaram se esconder em uma canalização, onde foram capturados, já feridos, pelos rebeldes. O local foi exibido pelos rebeldes aos jornalistas presentes.

Em um vídeo digulgado no início da noite pelo canal Al Jazeera, Kadafi aparece coberto de sangue e sendo carregado, com vida, pelos rebeldes, que comemoram a captura aos gritos e empurrando o ex-ditador. A última imagem mostra o ex-presidente sendo colocado na traseira de uma caminhonete.

Em Trípoli, o primeiro-ministro do CNT, Mahmoud Jibril, anunciou que a liberação completa da Líbia será anunciada, no máximo, nesta sexta-feira. O novo governo do país ainda disse que outros filhos de Kadafi foram capturados ou mortos. Entre eles pode estar Saif al-Islam, o ex-sucessor de Kadafi. Outro herdeiro do ex-ditador, Muatassim, foi executado em Sirte, segundo o CNT.

Já a Otan disse que vai anunciar o fim da operação militar no país “em coordenação com a ONU e o Conselho Nacional de Transição”, conforme o secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen. “Peço a todos os líbios a colocar suas diferenças de lado e a trabalhar juntos por um futuro melhor.”

Comunidade internacional comemora notícia

As reações à morte do ex-ditador, que permaneceu no poder por 42 anos, se multiplicaram, na medida em que novas imagens eram divulgadas e a morte de Kadafi parecia confirmada. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a Líbia vive “uma transição histórica” e que “o caminho para a Líbia e seu povo será difícil e cheio de desafios”.

A União Europeia felicitou “o fim de uma era de despotismo e repressão”. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que os acontecimentos de hoje representam uma “etapa importante” para a liberação da Líbia, enquanto o premiê britânico, David Cameron, declarou estar “orgulhoso do papel” de seu país “na queda do “ditador brutal”.

Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama fez um breve discurso na Casa Branca, no qual disse que a morte de Kadafi “marca o fim de um longo e doloroso capítulo” para os líbios, e pediu ao novo governo para construir um país democrático e tolerante. Para Obama, “podemos dizer que hoje o regime Kadafi acabou”.
 

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