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OTAN/Líbia

Com a morte de Kadafi, OTAN anuncia retirada de suas forças da Líbia

O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, comemorou o sucesso da operação na Líbia.
O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, comemorou o sucesso da operação na Líbia. Reuters

Um dia após a morte do presidente líbio Muammar Kadafi, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou o fim de sua missão no país. A retirada das tropas da Líbia deve ser realizada no dia 31 de outubro, exatamente quatro meses após do início da operação militar. Mas o secretário-geral da instituição lembra que a morte do ditador nunca foi o objetivo da ofensiva. 

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Reunidos em Bruxelas nesta sexta-feira, os representantes dos 28 países membros da Aliança Atlântica concluíram um “acordo preliminar” para terminar em 31 de outubro a operação marítima e aérea que começou no final de março na Líbia. A decisão ainda deve ser confirmada oficialmente no início da semana que vem.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, durante uma entrevista coletiva na sede da instituição, na capital belga. Segundo ele, até o final do mês a organização deve continuar “observando a situação no país com atenção e guardará a possibilidade de responder à ameaças contra os civis”. Mas a partir de 31 de outubro, nenhuma força armada ocidental deve permanecer no país.

Rasmussen disse ainda estar orgulhoso do que a organização e seus parceiros conseguiram realizar na região nesses sete meses de operações. Mas o responsável lembrou que a meta essencial da OTAN era a estabilização da situação em Syrte, bastião do Kadafi, e que “a morte o presidente líbio nunca foi o objetivo da missão”.

A OTAN diz sair dessa operação vitoriosa, não apenas por causa da transição política líbia, mas também por ter mostrado aos europeus que, apesar das divisões iniciais, era possível realizar esse tipo de missão no lugar dos Estados Unidos, um fato inédito na história da Aliança Atlântica.

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