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Comércio Mundial

Conferência da OMC termina sem consenso sobre a Rodada Doha

Ao lado do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, o ministro nigeriano do Comércio, Olusegun Aganga, bate o martelo para confirmar entrada da Rússia na organização.
Ao lado do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, o ministro nigeriano do Comércio, Olusegun Aganga, bate o martelo para confirmar entrada da Rússia na organização. Reuters

A declaração final da 8ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio, em Genebra, lamenta que, apesar dos esforços para desbloquear as negociações sobre a liberalização do comércio global, é pouco provável que a Rodada de Doha possa sair de um impasse em um futuro próximo. Relatório mostra que Brasil é o mais protecionista do G20.

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Segundo o ministro nigeriano do Comércio, Olusegun Aganga, que presidiu a conferência da OMC, ao fim das reuniões na noite deste sábado, os participantes continuavam divididos sobre a questão da liberalização do comércio mundial, cujas negociações previstas na Rodada de Doha estão bloqueadas há dez anos.

A União Europeia, através do comissário Karel De Gucht, declarou que é preciso com urgência desbloquear as negociações de Doha para que "2012 não seja um ano perdido". A China, que entrou para a organização há dez anos, disse estar pronta para abrir novos caminhos, mas lembrou que não se pode perder de vista a principal missão da Rodada de Doha: tirar os países da pobreza graças ao comércio.

Para o ministro do Comércio Exterior dos Estados Unidos, Ron Kirk, "o mundo de hoje é muito diferente daquele de 2001", quando a rodada foi lançada. "Os países membros da OMC ocupam atualmente uma posição diferente daquela de dez anos atrás e por isso é preciso achar novos caminhos", completou.

A conferência da OMC, que durou três dias, marcou a entrada da Rússia como país membro, após 18 anos de negociação. Também foram aceitos na organização Montenegro e Samoa (estado independente da Polinésia).

Protecionismo

Durante a conferência, empresas denunciaram os riscos do retorno ao protecionismo mundial neste momento de crise econômica. Segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira pela Câmara Internacional de Comércio (CIC), os mercados dos países do G20 não são suficientemente abertos.

No grupo das 20 maiores economias mundiais, o Brasil é considerado o país que mais aplica medidas de protecionismo e, no ranking dos 75 países mais abertos, ocupa a 68ª posição. Ironicamente, os exportadores brasileiros reclamam das políticas comerciais restritivas de Argentina, China e Rússia, que na lista da CIC ficaram à frente do Brasil em termos de abertura ao comércio internacional.

As nações menos protecionistas, segundo a CIC, são Hong Kong, Cingapura e Luxemburgo. Entre os países do G20, os mais abertos são Alemanha, Reino Unido, Arábia Saudita e França. Os Estados Unidos aparecem na 39ª posição.

O ranking da Câmara Internacional de Comércio analisa a abertura dos mercados a produtos importados, nível tarifário, regras internas, exigências de conteúdo local, políticas comerciais, infraestrutura para o comércio e abertura do país a investimentos estrangeiros.

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