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Síria/Violência

Cruz Vermelha diz que 1,5 milhão de sírios precisam de ajuda humanitária

Manifestantes protestam contra o ditador sírio Bashar al-Assad em Erbeen, na periferia de Damasco, nesta sexta-feira, 8 de junho de 2012.
Manifestantes protestam contra o ditador sírio Bashar al-Assad em Erbeen, na periferia de Damasco, nesta sexta-feira, 8 de junho de 2012. REUTERS

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) informou nesta sexta-feira que 1,5 milhão de civis necessitam de ajuda humanitária na Síria. "Segundo nossas estimativas, esse número segue aumentando dia após dia", afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do CICV, Hicham Hassan. O balanço da Cruz Vermelha difere em 500 mil pessoas dos dados da ONU.

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O porta-voz afirmou que a organização tem acesso "a todo o território sírio" sem muitas limitações, o que não acontece com a missão da ONU na Síria, cujos observadores foram impedidos de entrar nas duas cidades onde aconteceram massacres nos últimos dias.

Exasperados pela violência do regime e a impotência da ONU em reverter o impasse político, milhares de pessoas fazem passeatas nas ruas da capital Damasco e de outras cidades sírias, reforçando o protesto contra os massacres de Houla e Al-Kouberir. Em Kafar Zita, na província de Hama, teatro de violentos combates nos últimos dias, os manifestantes gritavam: "Não queremos mais revoltas pacíficas, queremos balas e kalachnikovs [metralhadoras russas]."

Após uma tentativa frustrada nessa quinta-feira, os observadores da missão da ONU na Síria conseguiram entrar hoje na cidade de Al-Kouberir (centro), onde 55 pessoas foram mortas anteontem, segundo novo balanço. Damasco nega qualquer responsabilidade no massacre e culpa grupos terroristas pelas mortes, mas testemunhas afirmam que as execuções de homens, mulheres e crianças foram praticadas por milícias do regime.

As tropas sírias lançaram nesta sexta-feira uma ofensiva contra um bairro ao norte de Homs, na região central. As forças governamentais bombardearam o local com uma média de cinco morteiros por minuto, segundo testemunhas. Pela contagem diária do Observatório Sírio de Defesa dos Direitos Humanos, pelo menos 18 pessoas já morreram hoje em diversos confrontos pelo país. Ontem foram 58 vítimas.

Para o enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, se a pressão internacional sobre Damasco não produzir rapidamente resultados, a situação vai se tornar incontrolável com o risco de uma guerra civil. Diante do Conselho de Segurança da ONU, Annan propôs a criação de um grupo de contato. Estados Unidos, França e Reino Unido são favoráveis à ideia, mas rejeitam a presença do Irã no grupo.

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