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Rússia/Justiça

Juízes de Moscou explicam decisão sobre cantoras do Pussy Riot

As integrantes da banda punk russa Pussy Riot durante julgamento ontem,(10) no Tribunal Municipal de Moscou
As integrantes da banda punk russa Pussy Riot durante julgamento ontem,(10) no Tribunal Municipal de Moscou REUTERS/Maxim Shemetov

Os juízes do tribunal russo que decidiram conceder liberdade a uma das cantoras do grupo de rock Pussy Riot e manter a pena de dois anos de prisão a outras duas cantoras disseram, durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, não ter sofrido nenhuma pressão por parte das autoridades do país.

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"Ninguém exerceu qualquer tipo de pressão sobre nós, ainda mais nesse caso”, declarou a juíza Larissa Poliakova que presidiu o processo de apelação do grupo Pussy Riot no tribunal de Moscou. Ela fez a declaração durante uma entrevista coletiva organizada de última hora para esclarecer a decisão tomada pelos juízes.

"Agimos de acordo com a lei" e segundo "nossas profundas convicções”, insistiu outra juíza do tribunal, Iouri Passiounine. Ekaterina Samoutsevitch, 30 anos, Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, e Maria Alekhina, 24 ans, foram condenadas em agosto a dois anos de prisão por “vandalismo” e “incitação ao ódio religioso” após uma apresentação na catedral Cristo Salvador, em Moscou. Na apresentação, em fevereiro, elas cantaram uma “oração-punk” pedindo à Virgem Maria para afastar o presidente Vladimir Putin do poder.

Na quarta-feira, o tribunal municipal de Moscou concedeu liberdade à Ekaterina Samoutsevich, que durante o processo de apelação mudou a linha de sua defesa. Sua nova advogada destacou que a cantora tinha sido detida pouco após sua entrada na catedral e, portanto, não tinha participado da “oração punk” diante do altar.
As outras duas cantoras do Pussy Riot tiveram a pena mantida.

“Nós poderíamos ter reduzido a pena ou comutá-la para uma pena com sursis, mas nós concordamos (com o tribunal de primeira instância) que Tolokonnikova e Alekhina só podem ser corrigidas se estiverem isoladas da sociedade”, declarou Poliakova.

Durante a análise do pedido de revisão da pena, os juízes explicaram que tiveram que verificar “quem havia proferido os insultos, gritado e levantado as pernas” na catedral. “(Ekaterina) Samoutsevitch simplesmente não teve tempo de gritar porque a fizeram sair. E o tribunal levou isso em conta”, disse a juíza Passiounine.

 

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