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ONU/Palestina

Palestina busca reconhecimento como Estado observador não-membro da ONU

Ban Ki-Moon  recebe Mahmoud Abbas um dia antes de votação na ONU.
Ban Ki-Moon recebe Mahmoud Abbas um dia antes de votação na ONU. UN Photo/Mark Garten

Nesta quinta-feira a Autoridade Palestina deve buscar o reconhecimento como Estado observador não-membro das Nações Unidas, em Nova York. Para atingir este objetivo, a Autoridade Palestina vai precisar ter seu pedido aprovado pela Assembleia Geral da ONU, onde deve conseguir o número de votos suficientes. Caso tentasse o status de integrante pleno, em vez de somente observador, a Palestina teria de passar pelo Conselho de Segurança, onde os Estados Unidos usariam o seu poder de veto.

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De Nova York, Carolina Cimenti para a RFI,

Uma grande maioria dos países que fazem parte da Assembleia Geral da ONU deverá aprovar a Palestina como Estado observador não-membro das Nações Unidas nesta quinta-feira. E, ao contrário do que aconteceu no ano passado, dessa vez a decisão é do voto geral, e não do Conselho de Segurança, então os Estados Unidos não terão o poder de veto sobre o pedido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

Será a primeira vez na história que a Palestina, que tem como base as fronteiras de 1967 e Jerusalém Oriental como capital, poderá ser reconhecida como um Estado em uma organização internacional. Um episódio de peso histórico que pode ajudar a dar continuidade ao engessado processo de paz, mas também pode acarretar consequências imprevisíveis em sua relação com Israel, que votará contra o pedido.

Israel já advertiu que a iniciativa palestina provocará o congelamento dos fundos que arrecada para os palestinos e deverá acelerar a construção de assentamentos até que eles provoquem o colapso total do governo palestino.

Porém, a resposta de Israel dependerá em grande parte do uso que os palestinos farão de seu novo status nas Nações Unidas, principalmente se decidirão ou não recorrer aos tribunais internacionais para denunciar os assentamentos israelenses em territórios palestinos. A Autoridade PAlestina acredita ter o apoio de 140 dos 193 países-membros da Assembleia Geral e está confiante de que os palestinos conseguirão ainda mais adesões ao pedido até o começo da plenária de hoje.

Entre os países que anunciaram o voto favorávael ao pedido, está o Brasil e a maioria dos países latino-americanos, praticamente a metade dos europeus, além de quase todos os países asiáticos e africanos.

Esta será uma votação de alta carga simbólica, feita no mesmo dia em que, há 65 anos, a plenária da ONU aprovou a partilha em dois Estados do Protetorado Britânico na Palestina, divisão que os árabes rejeitaram e que propiciou meses depois a criação do Estado de Israel.

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