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Índia/estupro

Acusados de estupro coletivo na Índia se declaram inocentes

O advogado V.K. Anand, durante uma entrevista em Nova Déli, em janeiro de 2013.
O advogado V.K. Anand, durante uma entrevista em Nova Déli, em janeiro de 2013. REUTERS

Os cinco indianos acusados do estupro coletivo em um ônibus de Nova Déli que resultou na morte de uma estudante de 23 anos, negaram neste sábado responsabilidade no crime. O anúncio foi feito pelo advogado de defesa. Os acusados, com idades entre 19 e 35 anos, respondem a acusação de estupro, assassinato, sequestro e roubo, crimes passíveis de pena de morte no país.  

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“Todos os 5 disseram que são inocentes e querem que o processo siga adiante”, disse o advogado, V.K. Anand, sem dar mais detalhes. Com a cabeça coberta e sob forte esquema de segurança, os cinco homens entraram no prédio do tribunal onde ficaram apenas 10 minutos antes de deixar o local.

Os acusados comparecem em um tribunal que acelerou o julgamento do caso que chocou a população indiana e provocou uma onda de protestos contra a violência às mulheres no país. No dia 28 de janeiro a justiça definiu que o sexto acusado do estupro coletivo será julgado por um tribunal de menores.

Na próxima terça-feira, as testemunhas começam a ser ouvidas pelos juízes, de acordo com o advogado.
A procuradoria afirmou que amostras de DNA dos supostos agressorem assim como declarações da vítima, feitas ainda quando estava no hospital, e também do namorado dela, de 28 anos, provam que os acusados são os responsáveis pelo estupro.

Atualmente a pena máxima para casos de estupro é de 10 anos, mas o governo indiano autorizou na sexta-feira penas mais rigorosas para os estupradores.

Uma nova lei, que ainda deve ser votada pelo parlamento, prevê dobrar as penas para casos de estupro coletivo e a pena de morte em caso de morte da vítima.

"Esperamos que essas medidas permitam às mulheres se sentir mais em segurança no nosso país”, disse a ministra indiana da Justiça, Ashwani Kumar. Segundo ela, o novo texto responde às expectativas expressas pela sociedade indiana depois do caso do estupro coletivo que chocou o país.
 

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