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Síria/Conflito

Diplomacia internacional se reúne na Jordânia para discutir crise síria

O secretário de Estado norte-americano John Kerry faz parte dos participantes da reunião do grupo dos "Amigos da Síria" em Amã.
O secretário de Estado norte-americano John Kerry faz parte dos participantes da reunião do grupo dos "Amigos da Síria" em Amã. REUTERS/Yuri Gripas

Os “Amigos da Síria”, grupo formado pelos que países que apoiam os opositores ao regime de Bashar al-Assad, se reúnem nesta quarta-feira em Amã, na Jordânia, para discutir uma possível solução para os confrontos entre os rebeldes e o regime de Damasco. O evento tem como objetivo principal preparar a conferência internacional sobre o conflito sírio proposta pelos Estados Unidos e pela Rússia.

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Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália, mas também da Turquia, Emirados Árabes Unidos, Egito, Qatar, Arábia Saudita e Jordânia participam da reunião dessa quarta-feira em Amã. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério jordaniano da Relações exteriores, o grupo vai “realizar consultas visando a organização da conferência internacional sobre a Síria”. Esse evento, previsto para o mês de junho, é uma iniciativa de Washington e Moscou.

Um dos principais pontos de tensão nas discussões é a permanência do presidente Bashar al-Assad no poder, condição imposta pela oposição para participar da conferência internacional. Um primeiro evento do gênero já havia sido realizado em junho de 2012 em Genebra, mas o texto de conclusão, que pedia o fim imediato da violência na Síria antes do início de uma transição política no país, não citava a saída de Assad do cargo. 

Essa é a primeira vez que a oposição síria não participa de uma reunião do grupo. Os rebeldes, que estão sem um líder oficial desde a demissão de Ahmed Moaz al-Khatib, não foram convidados para o encontro desta quarta-feira em Amã. “Acredito que essa ausência se deve ao fato de que os países amigos desejam chegar a uma posição única sobre a conferência internacional”, declarou Anas Abdé, membro da Coalizão da oposição. Segundo ele, o consenso do grupo será em seguida apresentado aos opositores em uma outra reunião prevista para quinta-feira em Istambul, quando os rebeldes devem eleger um novo chefe.

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