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Síria/Violência

Exército sírio retoma ponto de passagem nas colinas de Golan entre Síria e Israel

O exército sírio retomou o controle da passagem nas colinas de Golan entre a Síria e Israel, nesta quinta-feira, 6 de junho de 2013.
O exército sírio retomou o controle da passagem nas colinas de Golan entre a Síria e Israel, nesta quinta-feira, 6 de junho de 2013. REUTERS/Ammar Awad

As forças do regime sírio retomaram o controle do ponto de passagem de Qouneitra na zona desmilitarizada na fronteira com Israel, que havia sido conquistada pelos rebeldes na manhã desta quinta-feira, 6 de junho de 2013. Tanques do exército sírio circulam nas colinas de Golan.

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Esse ataque aconteceu um dia depois que as forças do regime obtiveram uma vitória significativa em Qousseir, antigo bastião dos rebeldes perto da fronteira com o Líbano, reconquistada com o apoio de combatentes do movimento xiita libanês Hezbollah, após duas semanas de combates ferozes.

Israel, oficialmente em estado de guerra com a Síria, ocupa desde o conflito de 1967 cerca de 1.200 quilômetros quadrados nas colinas de Golan. Essa anexão nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.

O exército israelense havia informado mais cedo que o ponto de passagem tinha caído nas mãos dos rebeldes e havia decretado o setor uma zona militar fechada.

Dois soldados das forças de paz da ONU foram levemente feridos após um bombardeio nas colinas de Golan, na zona desmilitarizada entre a Síria e Israel, segundo um porta-voz das Nações Unidas, que não especificou se o incidente estava ligado aos combates ao redor de Qouneitra.

Em decorrência do aumento da violência, a Áustria anunciou a retirada de seus 378 soldados que integram a força das Nações Unidas na área.

No centro-oeste do país, após ter retomado o controle de Qousseir, o exército bombardeou na manhã desta quinta-feira uma cidade vizinha, onde centenas de civis e feridos haviam se refugiado.

Com a conquista de Qousseir, o regime de Bashar al-Assad aparece em vantagem no conflito com os rebeldes. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), a cidades foi totalmente destruída pelos combates.

O governo francês afirmou que "atrocidades" foram cometidas em Qousseir e não podem ficar impunes, e "condenou com a maior firmeza os atos praticados pelo regime com o apoio do Hezbollah" na cidade.

A região de Qousseir é um cruzamento das estradas de abastecimento tanto para o exército quanto para os rebeldes. Além disso, a cidade se situa entre Damasco e o litoral, bastião da minoria alauíta, à qual pertence o presidente Bashar al-Assad.

A União Europeia decidiu nesta quinta-feira mobilizar 400 milhões de euros suplementares para ajudar as vítimas do conflito sírio, sobretudo os refugiados cada vez mais numerosos. O bloco já era o maior doador humanitário, com contribuições no valor total de 840 milhões de euros.

Em meio a suspeitas de uso de armas químicas pelo regime sírio, os Estados Unidos e a Rússia realizaram nesta quarta-feira uma reunião preparatória para uma conferência de paz internacional e devem se encontrar novamente no dia 25 de junho, sempre em Genebra. A conferência está prevista para acontecer em julho.

Desde o início de março de 2011, a repressão à oposição na Síria já fez mais de 94 mil mortos e cerca de seis milhões de refugiados, de acordo com a OSDH.

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