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Estados Unidos/ Rússia

Após aumento da tensão, Obama e Putin conversarão sobre a Síria durante o G8

Obama anunciou apoio militar aos rebeldes sírios, mas a Rússia não gostou.
Obama anunciou apoio militar aos rebeldes sírios, mas a Rússia não gostou. REUTERS/Yuri Gripas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o dos Estados Unidos, Barack Obama, vão se reunir segunda-feira para discutir a situação na Síria, durante a cúpula do G8 na Irlanda do Norte, indicou nesta sexta-feira um assessor diplomático do mandatário russo. O diálogo ocorre depois de os russos desaprovarem a iniciativa americana de fornecer ajuda militar aos rebeldes sírios.

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"Putin e Obama conversarão sobre o ritmo de implementação da iniciativa russo-americana de preparar a conferência internacional em Genebra", declarou Yuri Ushakov à imprensa nesta sexta-feira, referindo-se à conferência internacional de paz sobre a Síria que Moscou e Washington tentam organizar há várias semanas. "A situação é muito tensa" na Síria, reconheceu Ushakov.

A três dias da cúpula, uma videoconferência de preparação foi realizada hoje entre Obama, o presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, o premiê britânico, David Cameron, e o italiano, Enrico Letta. O principal assunto tratado foi a Síria.

O tema será um dos principais a serem discutidos na reunião do G8. Os Estados Unidos provocaram o aumento da tensão na quinta-feira ao prometerem "apoio militar" aos rebeldes, depois de Washington ter acusado o regime sírio de usar armas químicas. Obama e outros líderes ocidentais devem aproveitar esta oportunidade para tratar do assunto diretamente com Putin, principal aliado de Bashar al-Assad.

A Rússia saiu nesta sexta-feira em defesa de Assad, ao considerar que as acusações americanas não são convincentes e que o aumento da ajuda aos rebeldes complica os esforços de paz. Em Londres, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, disse que compartilha da posição americana sobre a utilização de armas químicas e anunciou que o G8 (os sete países mais industrializados e a Rússia) de segunda e terça-feira em Ulster discutirá uma resposta "forte, determinada e coordenada" para esta crise.

O regime sírio chamou de "mentirosas" as alegações de que suas tropas usaram essas armas e denunciou a intenção de Washington de aumentar o apoio militar aos rebeldes. Já os opositores comemoraram dos Estados Unidos. Um porta-voz dos rebeldes declarou que o apoio vem tarde, mas abre "uma nova etapa no conflito". Washington descarta, por enquanto, a criação de uma zona de exclusão aérea na Síria, mas está estudando esta alternativa.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que o envio de armas para "qualquer uma das partes envolvidas no conflito sírio "não trará benefícios". Já o secretário-geral da Otan, Anders Rasmussen, afirmou que o mundo deixou claro que qualquer uso de armas químicas na Síria é inaceitável e representa uma violação do direito internacional. Ele saudou a "afirmação clara dos Estados Unidos", mas não mencionou qualquer resposta específica da Otan sobre o assunto.
 

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