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Egito/Síria

Damasco acusa Egito de "ato irresponsável" após rompimento de relações

O presidente egípcio Mohamed Morsi declarou neste sábado, 15 de junho de 2013, que seu país estava rompendo as relações com o regime de Damasco.
O presidente egípcio Mohamed Morsi declarou neste sábado, 15 de junho de 2013, que seu país estava rompendo as relações com o regime de Damasco. Reuters

O regime do presidente Bashar al-Assad acusou neste domingo o governo egípcio de ter cometido um ato "irresponsável", um dia depois que o presidente do Egito, Mohammed Morsi, anunciou uma ruptura "definitiva" das relações com Damasco.

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"A República árabe síria condena a posição irresponsável de Morsi, que se juntou à gangue dos conspiradores liderados pelos Estados Unidos e Israel contra a Síria", disse uma autoridade do regime citada pela agência oficial de notícias Sana.

A decisão de Morsi "não reflete a vontade do povo egípcio irmão, unido ao povo sírio por relações sólidas", garantiu essa integrante do governo, que preferiu permanecer anônimo.

Neste sábado, 15 de junho de 2013, Mohhamed Morsi anunciou que o Cairo estava rompendo "definitivamente as relações com o regime sírio atual", ia fechar a embaixada síria no Egito e convocar seu representante em Damasco.

Ele também pediu que a comunidade internacional estabeleça um "zona de exclusão aérea" sobre a Síria, devastada por um conflito sangrento entre o regime e os rebeldes.

Originário da poderosa Irmandade Muçulmana, o presidente egípcio informou que seu país havia "iniciado contatos com Estados árabes e muçulmanos a fim de organizar um reunião de urgência em apoio" ao povo sírio".

Ele também denunciou a intervenção do movimento xiita libanês Hezbollah ao lado das tropas do regime sírio.

Segundo analistas, Mohamed Morsi quer com esse rompimento dar provas de solidariedade aos países árabes e ocidentais contrários ao regime de Bashar al-Assad. Ao mesmo tempo, ao posar como defensor de uma grande causa árabe e muçulmana, ele pretende retomar o controle dentro de seu próprio país, onde enfrenta uma contestação cada vez maior.

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