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Síria/conflito

Governo sírio impõe condições para participar de Conferência pela Paz

O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mualem.
O ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Mualem. REUTERS/Tara Todras-Whitehill

O governo sírio declarou hoje que poderá participar da Conferência Internacional pela Paz no país, que ainda não tem data marcada, mas recusará qualquer negociação que vise a transferência do poder para a oposição. O chanceler sírio, Walid Moualem, também defendeu um cessar- fogo caso a reunião aconteça.  

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O chefe da diplomacia síria também pediu aos países que apoiam a oposição que parem de enviar armas para os rebeldes e afirmou que a decisão tomada neste sábado em Doha, durante a reunião dos Amigos do Povo Sírio, só ajudará a prolongar o conflito. Os onze países decidiram intensificar a ajuda à oposição, o que na prática significa o envio de material e equipamentos.

“Se eles esperam, com essa atitude, criar um equilíbrio de forças, acredito que serão necessários muitos anos antes que isso aconteça’’, declarou Moualem durante uma coletiva em Beirute, no Líbano, ressatando que essa decisão irá prejudicar a conferência em Genebra. “Isso fará com que a crise dure ainda mais, encorajando os terroristas a cometer ainda mais crimes’’, disse.

A Rússia, aliada de Bachar al-Assad, declarou nesta segunda-feira que a decisão do grupo pode ter consequências drásticas. “É evidente que essas armas, que podem cair nas mãos de terroristas, podem inciter a oposição a uma solução militar perigosa’’, diz o texto do comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores. O país, que integra o Conselho de Segurança da ONU, se opões à criação de uma zona de exclusão aérea, que chegou a ser cogitada pelas potências ocidentais.

 

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